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quarta-feira, maio 18, 2022

Que em 2022 o sol não pare de brilhar

 

Francis Polo

Depois de tantas incertezas causadas pela pandemia da Covid-19, este ano aponta como um raio de esperança, com seus primeiros feixes de sol após a tempestade. Para o setor fotovoltaico, a tendência é que ele não pare de brilhar.

Mesmo com a longa caminhada pela frente, 2021 trouxe um fôlego que sustenta expectativas otimistas. Uma das provas disso é a aprovação do PL 5829 para a criação do Marco Legal da GD, que foi aprovado na Câmara dos Deputados e que agora segue para sanção do presidente Jair Bolsonaro.

Essa é uma importante vitória para o setor, para a diversificação da matriz energética brasileira e para o meio ambiente. Além dessa conquista, vale destacar o número expressivo de geradores de energia solar vendidos no ano. Um marco que impressionou e deixou todos orgulhosos do nosso setor.

Dados da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) apontam que a capacidade de geração dos painéis instalados em telhados, fachadas e pequenos terrenos em todo o País saltou de 4,7 gigawatts (GW) em janeiro para 7,3 GW no início de novembro, um aumento de 53%. Essa potência equivale a pouco mais da metade da capacidade de geração da usina de Itaipu (14 GW).

Um estudo publicado recentemente pelo Google mostra um aumento de 247% nas buscas por assuntos relacionados à crise climática, sendo que 88% dos usuários consultados acreditam que as empresas/marcas devem agir para amenizar os efeitos da crise ambiental. Ou seja, a sociedade tem enxergado cada vez mais a necessidade de se preservar os recursos naturais. E buscar pela utilização limpa de energia não só faz parte disso, como também é uma maneira de se economizar na conta de luz.

Um exemplo disso é o acordo firmado na COP26, que propõe acelerar a transição energética para fontes de energia limpas. O texto sugere que os países aumentem os esforços para reduzir o uso de combustíveis fósseis e o carvão. Mesmo que o documento não estabeleça prazos, trata-se de um marco já que essa é a primeira vez, em todas as 26 edições do evento, em que o carvão, o petróleo e o gás natural aparecem como os principais causadores das mudanças climáticas na conclusão da cúpula, sendo reconhecida explicitamente a necessidade de transição de combustíveis fósseis para renováveis.

É com tudo isso em mente que devemos manter as nossas expectativas para o mercado de energia solar em 2022 elevadas. Olhando para essa história de tanta evolução e de preocupação com o meio ambiente, não podemos esperar nada diferente de números ainda melhores para a sociedade e para o planeta, já que a energia solar fotovoltaica se trata de uma maneira limpa, sem emissão de ruídos, poluentes atmosféricos e efluentes líquidos ou sólidos.

*Francis Polo é empresário do setor fotovoltaico

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