APREENSÃO - Muitas pessoas estão apreensivas quanto ao futuro do dinheiro investido REPRODUÇÃO

Atraídas por promessa de lucro fácil, pessoas investem e perdem dinheiro

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ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA

A promessa de lucro fácil e em percentuais acima do que pode ser considerado normal atrai investidores há muito tempo. As empresas ou grupos de investimentos, geralmente bem instalados, têm diferentes formas de mostrar como alcançarão os resultados propostos. Inicialmente os contratos são cumpridos, o que atrai mais investimentos, aumenta o volume de dinheiro e o tamanho do rombo. Por isso, antes de investir o dinheiro, as pessoas devem ficar atentas às falsas promessas ou lucros irreais. Esses grupos funcionam como pirâmide financeira e acabam causando prejuízo a milhares de pessoas. Em dezembro de 2019, a Polícia Civil de Araçatuba desenvolveu a Operação Lucro Fácil em investigação sobre pirâmide financeira. Muitas pessoas denunciaram o esquema.  Este tipo de ação está se multiplicando em todo o país.

No passado, periodicamente surgiam pessoas na região com a promessa de rentabilidade muito acima da garantida pelas instituições financeiras. Dessa forma, muita gente vendia carro e até imóveis para colocar o dinheiro não mão destes pseudos agentes investidores, com a ilusão de que em alguns meses teriam aumentado o valor, podendo investir no patrimônio. A realidade era bem diferente. Teve gente que perdeu carro, casa, apartamento e o patrimônio de décadas de trabalho.

Mais recentemente, com as facilidades da informática e plataformas de aplicação de dinheiro, os golpes passaram a ser mais tecnológicos. Mas o princípio é sempre o mesmo, oferecendo rendimentos distantes da realidade, captando o máximo possível de recursos no menor espaço de tempo possível para, no momento certo, fugir e deixar os investidores e até funcionários com o prejuízo.

 

VÍTIMAS FAMOSAS

Há poucos dias tornou-se público o golpe em que figuram como vítimas os atores Juliana Paes, Murilo Rosa e outros famosos, como jogadores de futebol. As vítimas investiam na suposta compra de veículos seminovos para revender a concessionárias. O sobrepreço seria o lucro dos investidores, algo aparentemente legal e normal, mas os carros nunca foram comprados e a quadrilha sumiu com dinheiro. A quadrilha prometia lucros de até 8%.

A imprensa divulgou que os criminosos repassavam, nos primeiros meses, algum retorno financeiro às vítimas, para conferir alguma credibilidade ao negócio e fazer com que as vítimas trouxessem novos interessados ao esquema.

Conforme foi apurado, as vítimas receberam menos de 10% do valor aplicado, e perderam todo o restante. 

 

PREOCUPAÇÃO EM ARAÇATUBA

Nessa semana muitas pessoas expressaram preocupação com investimentos feitos em Araçatuba. A postagem de um vídeo sobre pirâmide financeira chamou a atenção. Na sexta-feira à tarde um advogado confirmou que já estava com quatro ações prontas e sabia de outros profissionais atuando no mesmo sentido. Todas as ações têm por base o não cumprimento de cláusulas contratuais de resgate do dinheiro investido. O investidor pede o resgate dentro do prazo, mas a empresa não faz o repasse como solicitado.

A reportagem teve acesso à cópia de boletim de ocorrência eletrônico feito por uma família araçatubense. No total foi investido quase R$ 500 mil. A família pediu o resgate e após sucessivas cobranças, recebeu apenas o equivalente a pouco mais de 10% do total investido. Isso até o dia do registro do BO,  há menos de duas semanas.

Para um especialista ouvido pela reportagem, o investidor tem várias maneiras de saber sobre a idoneidade de uma instituição. Porém, ressaltou que a promessa de rendimento rápido e fácil, muitas vezes leva a pessoa a descuidar. “O mercado financeiro é bem regulado e com legislação específica. Por isso os rendimentos têm poucas variações. Quando há uma proposta com muita diferença, o investidor deve cercar-se de mais cuidados”, disse o especialista.

Ganhar muito e em pouco tempo é o sonho da maioria. Por isso, algumas pessoas caem em golpes. A reportagem teve informações de que algumas pessoas chegaram a vender carro e moto para investir. Há um caso em que a pessoa refinanciou a caminhonete porque o rendimento compensaria o que pagaria de juros sobre o financiamento e ainda manteria o patrimônio.

O especialista disse à reportagem que as pessoas não se preocupam com educação financeira, um tema presente em várias partes do mundo. Para o especialista, conhecer como funciona o mercado e a composição de juros, além dos rendimentos das aplicações, é fundamental para não cair em falsas promessas.

 


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