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    Home»Cidades»Araçatuba»Vida, obra e legado de Eddio Castanheira
    Araçatuba

    Vida, obra e legado de Eddio Castanheira

    By jornalistacrispim13 de março de 2024Nenhum comentário5 Mins Read
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    ARTIGO - Marcelo Teixeira é jornalista, escritor e Membro da Academia Araçatubense de Letras
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    *Marcelo Teixeira

    No ciclo de palestras deste ano, da Academia Araçatubense de Letras (AAL), fui escalado para abordar a vida, a obra e o legado de Eddio Castanheira. Eu não o conheci. Com interesse e uma dose de emoção, li os seus três livros, conversei com algumas pessoas que conviveram com ele, e fiz a apresentação me sentindo honrado. Vamos a ele.

    Nascido em Mococa (SP), em 05/12/1920, filho de Godofredo Castanheira e Margarida Taliberti Castanheira, formou-se em medicina na Universidade do Rio de Janeiro, em 1945. Dois anos depois, mudou-se para Braúna (SP) onde começou a atuar como clínico geral. Em 1955, especializou-se em otorrinolaringologia, e, no mesmo ano, mudou-se para Araçatuba, onde, juntamente com o irmão, o oftalmologista José Calixto Castanheira, abriu uma clínica na rua Prudente de Moraes.

    Especializou-se ainda em medicina sanitária, trabalhou e foi diretor, na década de 1980, do Departamento Regional de Saúde (DRS-2), tendo aposentado em 1990.

    Desde que chegou a Araçatuba, passou a escrever semanalmente crônicas nos jornais locais, primeiramente no Diário de Araçatuba e depois em A Comarca. Casou-se com Zélia Coelho de Paula Castanheira e teve uma única filha, Margarida de Paula Castanheira (Margot).

    Escreveu três livros: Com amor e ironia (1964), Reencontro (1977) e Memórias Crônicas (1987). Em 1995, juntamente com outros 14 escritores, fundou a Academia Araçatubense de Letras. Ocupou a cadeira número 6, cujo patrono é Euclides da Cunha. Seis anos depois, foi o primeiro acadêmico da entidade a falecer.

    No seu pequeno zoológico particular ao longo da vida teve animais com nomes de escritores, como o fox Federico Garcia Lorca e um canário chamado Edgar Alan Poe.

    Além da escrita, tinha a pintura como hobby, tendo pintado diversos quadros. Os desenhos das capas do 1º e 3º livros são próprios.

    Homem prático, de hábitos simples, era quieto, reservado, religioso, gostava de gente, amigos, da beleza feminina, dos seus animais, carros e da medicina. Segundo a filha Margot, todos os dias, pontualmente às 17h, o pai tomava duas doses de uísque, e dizia: “Agora, a rainha Elizabeth está tomando o seu chá da tarde e eu vou acompanhá-la tomando o meu uísque.”

    Margot conta que o pai escrevia diários, primeiramente à mão e depois à máquina de escrever. Todos os 20 volumes estão devidamente guardados. Há, inclusive, um “Diários à minha filha”.

    Sobre si, expressou no texto Ser mineiro (Reencontro, 1977) – embora fosse natural de Mococa: “Sou solidário, porém não apenas na adversidade. Nada sei fazer de pressa (…) Se sou convidado para uma festa gosto de chegar cedo ao local para “assuntar” o ambiente (…) Sou lento, confesso, mas não durmo no ponto. (…) gosto de comer e beber com certa moderação e mesmo sou simples nos meus gostos. (…) sou vidrado por um queijo (…) Acredito realmente que todos os homens são bons, pelo menos de início, porém não custa nada ter seus cuidados (…) Não sou de falar muito, gosto mais de ouvir (…)”

    Descrevia com riqueza de detalhes o que via, sentia e percebia. Tinha facilidade em descrever situações, ambientes e pessoas. Observador e sensível, foi um sábio. Há a simplicidade e a riqueza nas descrições que tornam o texto autêntico, verossímil e até familiar. Os conteúdos são gramaticalmente corretos, escritos de forma clara, em ordem direta, com fluidez de raciocínio e estilo leve. Nos seus três livros, as suas crônicas têm uma característica literária identificativa de autor que consegue prender o leitor pela prosa personalizada.

    Embora cronista, tinha lá a sua veia poética. “A chuva misericordiosa e higiênica, lavava fachadas e almas, odores e recordações.” “Todo homem traz em si o menino que ele foi.” “Pequenas rugas que os cosméticos não disfarçavam, contavam a história confusa de uma vida utilizada.” “Vai, jovem normalmente transviado, a vida é criança, a noite engatinha e ela e o mundo lhe pertencem.”

    Eddio Castanheira dá nome à biblioteca da AAL. Em 2015, foi homenageado no 28.º Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba (2015).

    Segundo Odette Costa (amiga do médico e escritor, e também falecida), no prefácio de Memórias Crônicas, escrito por João Silva Cruz, “o Eddio é uma reserva social, reúne o bom gosto das palavras às coisas bonitas das artes plásticas, da vida, da humanidade.” Já Hélio Consolaro diz que “o cronista é um pouco a alma da cidade. É uma testemunha.” E Eddio foi. Falou muito de Gente da Cidade (título de várias crônicas): Poeta, Sinhá, O Jogador de Sinuca, A Grande Dama, Os Dois apaixonados etc. Os seus livros são um registro da sua passagem por esta terra.

    Sobre a vida escreveu Eddio: “Haverá diplomados nesse curso sem fim? (…) sinto que valeu a pena viver e que não é possível receber um diploma, pois a matéria é vasta, o programa, infinito e a vida, breve.”

    Obrigado, Eddio Castanheira!

    *Marcelo Teixeira é jornalista, escritor e membro da Academia Araçatubense de Letras

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