Empresário que matou homem em posto de combustíveis é condenado a 14 anos de prisão

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Após quase 12 horas de julgamento, a Justiça de Araçatuba condenou o empresário Antônio Berti Júnior a 14 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato de Alessandro Aoki no pátio de um posto de combustíveis da Avenida Joaquim Pompeu de Toledo no dia 18 de abril de 2019.

De acordo com informações apuradas pela reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL, os jurados rejeitaram a tese de legítima defesa, violenta emoção e não reconheceram o motivo fútil. Por outro lado, reconheceram a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. O réu não vai poder recorrer em liberdade. O promotor do Ministério Público, Adelmo Pinho, informou que não irá recorrer da sentença. Já a defesa do réu afirmou que irá recorrer da decisão.

Consta na denúncia oferecida pelo Ministério Público na época que o crime ocorreu por volta das 4h21 daquela madrugada. Para o MP, o denunciado agiu por motivo fútil e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Aoki e alguns amigos estavam no posto conversando e ingerindo bebidas alcoólicas.

Algum tempo depois, o réu chegou no local e, mesmo sem possuir amizade com aqueles que ali estavam, cumprimentou o grupo, se sentou e passou a conversar com as pessoas e a consumir bebidas. Consta que o empresário passou a flertar com algumas mulheres e em determinado momento passou a agir de forma inconveniente e grosseira, o que desagradou a todos na mesa.

Em razão disso, a vítima pediu para que o réu fosse embora, o qual resistiu, mas deixou o estabelecimento comercial. Acontece que Antônio não gostou da atitude de Alessandro, armou-se com uma pistola de calibre 380 e a escondeu na cintura. Cerca de 20 minutos depois, ele retornou até o posto e passou a encarar o mesmo grupo de amigos.

Em seguida, de forma inesperada, ele sacou a arma e passou a atirar em direção a Alessandro, o atingindo várias vezes. O rapaz morreu ainda no local. Ainda de acordo com a denúncia, mesmo com a vítima caída, o empresário continuou atirando.

O homem tentou fugir, mas foi logo abordado por uma viatura da Polícia Militar, que fazia patrulhamento nas imediações. “O denunciado praticou o crime por motivo fútil ou banal, qual seja, simplesmente porque não aceitou o pedido da vítima para ir embora do local”, afirmou o Ministério Público na denúncia.

Além disso, segundo o MP, “o denunciado usou recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que a surpreendeu no momento em que estava sentada, desarmada e sem possibilidade de qualquer reação, ou seja, sem esperar tal ataque e sem que pudesse de alguma forma se defender”, concluiu.

 


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