Da Redação – Araçatuba
Uma Operação realizada nesta terça-feira (16), pela Polícia Civil de Araçatuba, resultou na prisão de três pessoas e apreensão de objetos. A Operação, denominada Proteus, mirava uma organização criminosa especializada em cometer estelionatos contra idosos.
A Operação Proteus foi realizada pela DEIC, a Divisão Especializada de Investigações Criminais, e cumpriu 10 mandados de busca e apreensão que foram expedidos pela 2ª Vara Criminal de Araçatuba.
Foram cumpridos, ao todo, nove mandados nas cidades de Aparecida de Goiânia e Goiânia, ambas no estado de Goiás, e uma ordem judicial em Foz do Iguaçu (PR).
Essa investigação começou em março de 2025, quando um idoso de Araçatuba foi vítima de um golpe. Na oportunidade, o idoso acreditava que estava ajudando o seu filho e realizou pagamentos e fez depósitos que totalizaram o prejuízo financeiro de R$ 29 mil.
A investigação avançou e outros 20 crimes semelhantes a este, ocorrido com o idoso araçatubense, foram identificados em diferentes estados da federação.
Balanço
De acordo com balanço da Operação, divulgado pela Polícia Civil de Araçatuba, foram presos três homens, sendo que um deles seria o líder da organização criminosa que praticava os estelionatos.
Além disso, na casa deste suposto líder foram apreendidos seis aparelhos de celular, dois notebooks, 462 chips de telefonia utilizados, além de 30 chips novos.
Os chips eram trocados para a continuidade dos golpes e para dificultar o rastreamento da atividade criminosa, segundo as investigações.
Em depoimento à polícia, duas pessoas que foram presas confessaram a participação nos crimes de estelionato virtual investigados.
Os três presos foram submetidos a prisões temporárias, que possuem o período máximo de cinco dias, porém, é possível que haja autorização judicial para prorrogação deste prazo.
Depois do período, a Justiça deve analisar se converterá ou não as prisões dos acusados em preventivas, para que os investigados permaneçam presos durante o andamento das investigações e do processo.
Serão analisados os materiais apreendidos, além disso a investigação segue tentando identificar possíveis novas vítimas. A suspeita é de que, pelo menos, sete pessoas participavam da organização.



