Da Redação – Araçatuba
Foi deflagrada na manhã desta terça-feira (16), a Operação Torneira, que foi realizada pelo Gaeco, o Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado. O objetivo da operação foi acabar com um esquema de tráfico de entorpecentes, além de ocultação de bens conseguidos de forma ilícita.
O trabalho contou com suporte das Polícias Civil e Militar, além dos núcleos do Gaeco de Araçatuba e Campinas. Os mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça ocorreram Araçatuba, Birigui e Penápolis na região, além de outras cidades como Jundiaí, Campo Limpo Paulista, Cajamar, Valinhos, Aguaí, Orlândia, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, e São Paulo.
De acordo com as investigações, o esquema pode ter movimentado até R$ 230 milhões. Segundo as informações, um núcleo de traficantes ligados ao PCC, o Primeiro Comando da Capital, foi identificado em Jundiaí, que se reuniria em um local chamado de Torneira, que acabou dando o nome da operação.
Foi identificado, através da investigação, um grande esquema de organização criminosa e lavagem de dinheiro que envolveria empresas fantasmas ligadas a um grupo de laranjas, que possuía ramificações em todo o estado.
Movimentações financeiras apuradas pelas autoridades apontam que o esquema movimentou R$ 230 milhões, sendo que a Justiça requereu um bloqueio de R$ 20 milhões de cada empresa que foi relacionada com os fatos.
As empresas fantasmas estariam sendo utilizadas para dissimular transações financeiras de alto valor.
Mandados
Forças de segurança cumpriram mandados da operação na manhã desta terça-feira (16), conseguindo a apreensão de diversos objetos como aparelhos celulares, pen-drives, e anotações contábeis da organização. A perícia irá analisar o material para detalhar o funcionamento da organização.
A movimentação e mobilização foi grande de equipes de segurança, incluindo integrantes da Força Tática dos 2º, 11º e 49º batalhões de Polícia Militar do Interior, o 1º, 9º 10º e 11º Batalhões de Ações Especiais da Polícia, equipes especializadas da Rota e agentes da Polícia Civil do Deinter-10.
As investigações do caso continuam para tentar identificar mais integrantes da organização, além de aprofundar a investigação das movimentações financeiras do grupo, além da compra de bens com o dinheiro conquistado pelo tráfico de entorpecentes.



