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    Home»Mundo»Brasil»Eunício quer votar reforma trabalhista no plenário do Senado antes do recesso
    Brasil

    Eunício quer votar reforma trabalhista no plenário do Senado antes do recesso

    By marcio123rocha28 de junho de 2017Nenhum comentário3 Mins Read
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    O presidente do Senado, Eunício Oliveira, disse hoje (28) que pretende votar a reforma trabalhista no plenário da Casa antes do recesso parlamentar de julho, que começa no dia 17. A expectativa é que ainda hoje o texto seja votado pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa.

    “É natural que a matéria venha ao plenário do Senado em regime de urgência. Obviamente, vou dar espaço para aqueles que desejam fazer algum tipo de emenda em plenário. É natural que a oposição faça o seu debate. Vou seguir religiosamente o regimento da Casa. Não vou atropelar, mas também não vou aceitar qualquer tipo de tumulto, de atropelo à direção dos trabalhos. Farei o que o regimento me determina respeitarei os que divergem e os que convergem com a matéria”, afirmou.

    O regime de urgência da matéria faz que as emendas apresentadas ao texto sejam relatadas e discutidas direto em plenário, sem necessidade de remetê-las às comissões de mérito.

    APOIO
    A favor das reformas trabalhista e da Previdência, o prefeito de São Paulo, João Dória, esteve reunido, hoje, em Brasília, com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia e do Senado. “É muito importante que o Congresso Nacional sinalize ao país a continuidade do esforço para aprovação das reformas, principalmente neste momento, a da reforma trabalhista, que sinaliza ao setor produtivo que o país está na sua governabilidade, que a economia segue seu caminho paralelo. Espero que, distante da crise política, isso seja um bom sinal”, disse Dória.

    Dória disse ainda que a aprovação da reforma trabalhista é um sinal importante para garantir a empregabilidade e o crescimento, “ainda que tênue”, da economia. “Isso evitaria um desastre maior, que seria o aumento da taxa de desemprego, que hoje alcança 14 milhões de brasileiros e mais 7 milhões de subempregados”, acrescentou.

    Sobre a reforma da Previdência, em análise na Câmara, o prefeito acredita que um texto mais enxuto em relação ao apresentado pelo relator, deputado Arthur Maia (PPS-BA), terá mais chance de ser aprovado.

    PRECATÓRIOS
    João Dória informou que também vai pedir que o Congresso aprove proposta para prorrogar o pagamento de precatórios de 2020 para 2025. “Não há a menor condição de municípios brasileiros assumirem e honrarem precatórios até 2020. Não há recursos, não há orçamento para isso, seja em municípios pequenos, médios ou grandes.

    Em 2015, o Supremo Tribunal Federal definiu que o poder público precisa quitar, até 2020, todas as dívidas já reconhecidas pela Justiça. No ano passado, para ajudar as prefeituras e Estados a quitarem as dívidas, foi aprovada no Congresso a Emenda Constitucional 94, que autoriza o uso de depósitos judiciais nos pagamentos desses precatórios.

    Atualmente, só a prefeitura de São Paulo paga 1,7 bilhão por ano, com precatórios. Para cumprir a decisao do STF, o município de São Paulo terá que aumentar o valor para 5 bilhões por ano, considerando precatórios que serão reconhecidos até 2020.

    TEMER
    Sobre a denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer, Dória disse que defende a mesma posição que tinha antes de ser eleito prefeito da cidade de São Paulo. “A garantia do direito de defesa. Denúncias feitas, inquéritos colocados e o direito de legítima defesa na sua amplitude e, aí sim, tomar uma decisão. Você não pode estabelecer a culpabilidade antes que ela exista. É o Judiciário que deve tomar a decisão final”, afirmou.

    Agência Brasil

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