COMPARAÇÃO - As fotos feitas do mesmo local mostra o porto de Pereira Barreto no ano passado e agora

Com rios em estado crítico, reservatórios estão com 0% de volume útil

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Desde o dia 15 de setembro (quarta-feira), os reservatórios das usinas de Três Irmãos (Rio Tietê) e Ilha Solteira (Rio Paraná) estão com volume útil de 0%. Em toda a longa história das duas usinas, isso só ocorreu na crise hídrica de 2014/2015. Com esse volume, outras atividades ficam comprometidas, como piscicultura, irrigação e até mesmo abastecimento humano. Por isso, a GS Inima Samar, que capta água no Rio Tietê para abastecer 40% da população de Araçatuba, já está em estado de alerta e desenvolve campanha para estimular o consumo consciente. Há muito pouco o que fazer. No estado de São Paulo muitas cidades estão enfrentando racionamento de energia.
Em toda a região há pousadas e condomínios às margens dos rios e reservatórios. Em muitos casos, os embarcadouros estão fora da água, assim como pier. Em Pereira Barreto, cidade cercada pelo reservatório e córregos alagados, o quadro é desolador. Os guias de pesca e piloteiros têm dificuldades para colocar os barcos na água. Com a redução do volume de água, aumenta a quantidade de algas e isso acaba comprometendo a qualidade da água, impactando diretamente a ictiofauna. Quem depende do turismo para sobreviver já está preocupado.
A reportagem de O LIBERAL REGIONAL fez levantamento dos níveis dos reservatórios dos rios formadores da bacia do Paraná, como o Grande e Paranaíba, que têm várias usinas com reservatórios. Os únicos que estão com volume útil de 0% são Ilha Solteira e Três Irmãos.
No dia 18 de setembro do ano passado, o reservatório de Ilha Solteira estava com volume util de 63,47% e o nível era de 326m27 metros acima do nível do mar. Já o reservatório de Três Irmãos estava com volume util de 58,67% e o nível era de 327,13 metros. No dia 16 de setembro (quinta-feira), os dois reservatórios estavam com volume útil de 0% enquanto Ilha Solteira estava no nível 322,61 metros e Três Irmãos com 322,72 metros.

REFLEXO
Com a redução do nível dos rios, os córregos alagados estão secando. O Córrego Lafon, na primeira ponte da estrada Caram Rezek, em períodos normais chega a ter aproximadamente 80 metros de largura. Agora é apenas um filete de água, com menos de três metros e bastante raso. Há pontos em que a margem do Rio Tietê recuou quase 100 metros.
Devido ao recuo do rio, a GS Inima Samar teve de colocar em operação da balsa com bombas para captação de água, já que seu sistema convencional ficou comprometido.

ABASTECIMENTO
A queixa generalizada é de que o Operador Nacional do Sistema (ONS),responsável pela operação dos reservatórios, preocupa-se apenas com a geração de energia. Embora os rios são de uso múltiplo, nesse período de crise hídrica a preocupação é com a geração de energia. Quem tem piscicultura pode perder a produção e até mesmo o abastecimento humano está comprometido. A situação é preocupante.
A cada dia aumenta o número de cidades com rodízio no abastecimento ou mesmo com racionamento. Há cidades em que o abastecimento é em dias alternados ou em horários determinados.

ARAÇATUBA
Em Araçatuba a situação não é diferente. De acordo com a GS Inima Samar, o Ribeirão Baguaçu é responsável por 50% do abastecimento da cidade, o Rio Tietê por 40% e os poços por 10%. Com a queda na vazão dos rios, a situação é grave.

DISTANTE – O pier da praia de Pereira Barreto está distante da água
RECUADO – Próximo à prainha, Tietê recuou mais de 50 metros e tem cheio forte

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