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domingo, junho 26, 2022

Alternativas à carne bovina também ficam mais caras; carne de porco tem acréscimo de 25% em Araçatuba

DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

O consumidor está em um verdadeiro labirinto na hora de tentar economizar. Com o aumento no preço dos alimentos, com destaque para a carne bovina, até alternativas ao produto estão ficando mais caras, como por exemplo, os cortes suínos, que também registram alta em Araçatuba.

 

Em relação à carne bovina, o aumento de preço acumulado do produto chegou a 36,78% nos últimos 12 meses, segundo o Índice de Preços dos Supermercados, divulgado pela APAS, a Associação Paulista de Supermercados.

 

A reportagem consultou preços de alguns cortes de carne suína em dois supermercados de Araçatuba, e constatou aumentos de preço entre períodos diferentes do ano. O lombo suíno sem osso, por exemplo, em abril estava custando em um determinado estabelecimento de Araçatuba R$ 19,98 o quilo do produto. Na última sexta-feira, no mesmo local, o preço já havia subido para R$ 21,98, um aumento de 10%.

 

Em outro estabelecimento, a reportagem verificou o preço de outro corte com bastante saída em Araçatuba, que é a costelinha suína sem couro, que tinha o preço de R$ 15,98 o quilo no mês de janeiro. Na última sexta-feira, o mesmo corte estava custando R$ 19,99, um aumento de 25%.

 

A justificativa é alta na demanda, já que com a maior procura pela carne suína, o produto passou a custar mais caro, além disso, o preço da produção, impactado pela alta nas rações animais, também ajuda a encarecer o produto.

 

Carne bovina

 

Com uma alta de 36,78% nos preços nos últimos 12 meses, a carne bovina segue sendo a grande vilã do aumento de preços da cesta básica e do grupo alimentação. O patinho foi um dos que mais teve aumento, com acréscimo de 53% em média no preço neste período.

 

A reportagem também constatou este aumento de preço em um estabelecimento de Araçatuba especializado na venda de carnes. Em dezembro de 2020, o quilo do patinho custava neste 

local R$ 27,98. Na última sexta-feira, o mesmo produto, estava sendo comercializado a R$ 39,98, um aumento de R$ 12 em 9 meses, um aumento de 42%.

 

O economista da APAS, Diego Pereira, explicou que os preços da carne seguem pressionados pelo mercado externo e também pelo ICMS no estado.

 

Alternativas caras

 

O economista Diego Pereira lembra que, além da carne suína, alternativas como a carne de frango e os ovos também vão sofrer aumentos nos próximos meses, porque são produtos que precisam da energia elétrica para a sua produção, e a energia também sofreu aumento de preço nos últimos meses.

 

“Em alguns cortes mais populares como o patinho, a elevação supera os 50%, e ainda para o próximo mês será acrescido o custo da energia elétrica da produção de frango e de ovos”, afirmou.

 

Atualmente, a bandeira tarifária vermelha 2, de energia elétrica, está em valor reajustado de R$ 14,20 por cada 100kWh consumidos, causando elevação nos custos de produção.

 

A crise hídrica, a pior dos últimos 91 anos, é a principal causa do aumento nos custos da energia, que vai impactar também no preço destes alimentos.

 

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