TERROR - Carros incendiados e bombas, o terrorismo dos bandidos

Sistema de segurança e Baep frustraram ação da quadrilha que atacou Araçatuba

DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

A madrugada do dia 30 de agosto ainda permanece viva na memória dos araçatubenses, quando a cidade foi atacada por uma quadrilha fortemente armada e com dezenas de bombas, com o objetivo de roubar bancos. A madrugada de terror ainda tem muitas incógnitas, como qual o valor levado e quais bancos foram assaltados. Quanto ao valor, as instituições financeiras e a polícia não divulgam. Nessa semana, a reportagem de O LIBERAL REGIONAL teve informação de que os bandidos nada levaram do Banco do Brasil. Um sistema de segurança existente no cofre teria destruído o dinheiro com lâminas e tinta. Nesse sábado, o portal Uol publicou reportagem do jornalista Herculano Barreto Filho com a mesma versão. O jornalista cita fonte ligadas à investigação.

No mesmo dia do ataque que levou terror à cidade, a reportagem de O LIBERAL buscou informações quanto ao valor. A assessoria da Caixa Federal disse apenas que havia repassado as informações à polícia. Na entrevista coletiva, na Delegacia da Polícia Federal, foi informado que o Banco do Brasil mantém 17 regionais com reservas financeiras para abastecimento de outros unidades bancárias. Esse cofre teria sido o alvo dos bandidos. Na época chegou-se a falar em R$ 70 milhões levados. O repórter Maurício Ferraz, do Fantástico, citou R$ 4 milhões. Agora, na reportagem do Uol, o jornalista Herculano Barreto cita que o alvo era cofre com R$ 90 milhões, mas que os ladrões levaram R$ 2 milhões em dinheiro e R$ 5 milhões em joias. Ele cita fontes policiais.

De acordo com o que foi apurado, a sala-cofre é dotada de mecanismo de segurança que inutiliza as cédulas diante de qualquer fato atípico, como explosão ou mesmo códigos errados. Em Araçatuba esse dispositivo teria sido acionado pela primeira vez após ataque criminoso. Nos caixas eletrônicos, quando há violação, as gavetas com cédulas de valor mais elevado também têm dispositivos com tinta. Isso pode ter ocorrido nas explosões na Caixa Federal. O corpo encontrado na região de Campinas, tinha dinheiro manchado com tinta. No caso do dinheiro inutilizado em Araçatuba, conforme a reportagem do Uol, é feita a reposição.

 

AÇÃO DA POLÍCIA

Outro fator citado como importante para frustrar os objetivos da quadrilha, foi a imediata ação do Baep, que entrou em confronto e feriu bandidos. Audio atribuído aos ladrões deixa claro que tiveram de antecipar a saída devido ao ferimento de um comparsa.

 

AÇÃO SEMELHANTE

Maio do ano passado, uma quadrilha desenvolveu ação semelhante em Ourinhos, mas com menos explosivos. Também usaram escudos humanos. Levaram muito dinheiro, mas o valor não foi revelado. Na época falou-se em R$ 80 milhões. Esse pode ter sido o objetivo da quadrilha que atacou Araçatuba, mas com dezenas de bombas e armas de guerra. Porém, a reação do Baep frustrou a tática e tiveram de fugir sem alcançar o objetivo.

 

 

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