Mas, Rodrigo, o que é o Bitcoin?

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Rodrigo Andolfato

Uma das coisas mais legais em ser um colunista é a oportunidade que temos de interagir com as pessoas que buscam conhecimento de forma sistemática. Ter a oportunidade de se relacionar com pessoas inteligentes é de fato um privilégio. E essa interatividade é o combustível mais eficiente para os temas de nossos artigos. Em nosso último texto tentei explicar o Bitcoin pela minha ótica do que seria de fato o Bê a Bá do assunto. Mas fui interpelado pela pergunta que dá título a este artigo. “Oras, Rodrigo, entendi como se compra, mas o que é o que eu estou comprando?”.
Pois bem, vamos ao assunto então. O que é o Bitcoin de fato? Respondi a este amigo que o Bitcoin nada mais é que um algoritmo. Ao passo que ele de pronto me perguntou: “Tipo um programa? Um App? Algo que tangibilizamos e utilizamos para algo?”. Ao que respondi com uma pergunta: “O nosso dinheiro hoje o qual utilizamos via operações eletrônicas na maioria do tempo é um programa para você?”.
Atualmente utilizamos dinheiro virtual eletrônico em nosso cotidiano. Tais movimentações são dadas via uma contabilização destes movimentos de dinheiro entre pontos de saída e entrada. Acreditamos que ninguém, nenhum hacker, possa burlar o sistema e criar dinheiro para si sem ser descoberto pelos Bancos Centrais dos países que detém o monopólio da “impressão” de moeda.
E é aqui que todos entenderão o que é o Bitcoin e onde está seu valor. O Bitcoin foi criado nos moldes de moedas digitais onde a coisa mais importante é a impossibilidade de alguém burlar o sistema e criar riqueza, do nada, para si. “Epa! Epera lá, Rodrigo. Quer que eu acredite que ninguém consegue burlar este sistema inventado há mais de uma década?”. Pois bem! Exatamente isso é que imprime todo valor do Bitcoin. O sistema criado pelo seu idealizador (seja ele uma pessoa, ou grupo) tinha como segurança a descentralização da “contabilidade oficial”. Todo usuário do sistema passa a ser um livro de validação da contabilidade de toda transação efetuada. E é justamente isso que imprime todo valor a esse ativo. Não há como alguém criar moeda do nada. Existem moedas sendo mineiradas até o limite da existência total de oito milhões de Bitcoins no mundo. Mas deixemos isso para outro artigo no futuro. O importante agora é que as pessoas entendam que o Bitcoin, nada mais é que um algoritmo, assim como o é, nossa moeda hoje em dia.
Deste modo, como expliquei no início do artigo da semana passada, o valor do Bitcoin está justamente na impossibilidade de qualquer pessoa no mundo criar moeda do nada. Esta ideia leva a duas possibilidades importantes. A primeira é que seu uso permitirá a sociedade que implantá-la como moeda, a garantir que a riqueza criada por esta sociedade, possa ser medida com uma moeda estável no futuro. Isto não acontece hoje em dia com as moedas fiduciárias de curso forçado das nações mundo afora. Pois sempre que existe a necessidade de um governo de pagar uma conta que ele não tenha os recursos para tal, ele lança mão da “impressão” de moeda e quita o débito.
Mas é justamente esse poder de falsificar dinheiro do estado que os idealizadores do Bitcoin quiseram abolir. A ideia sempre foi de mostrar para todo o mundo que o Estado nada mais é que um sistema onde charlatães profissionais têm uma única função, roubar a riqueza de quem produz, sem que estes percebam estarem sendo roubados.
Assim, é sempre bom lembrar que o criador do Bitcoin era de fato um anarcocapitalista em sua essência, uma vez que ele cria um ativo seguro e livre. Pois lembremos que o Bitcoin não é de curso forçado, ou seja, você só o utiliza de livre e espontânea vontade. E é justamente isso que o fará cada dia mais desejado e demandado. Oras! Algo que não tem oferta crescente e é demandado cada vez mais tem seu valor cada vez mais alto. E quanto mais esse ativo estiver nas mãos das pessoas, mais próximo de o Bitcoin deixar de ser um ativo para tornar-se moeda.
A pergunta que sempre vem ao final é: “Ah Rodrigo, mas quem garante que o sistema não será quebrado por algum hacker?”. A resposta é simples. Desde sua criação, o Bitcoin é uma ameaça aos governos mundo afora. E esse governos, desde então, têm as melhores cabeças trabalhando para romper a segurança do sistema, e tentar frear essa simples arma de liberdade que salvará o mundo do Leviatã chamado estado. Lembrando por fim que, todo hacker que se preze, sabe que é mais fácil romper um sistema corrompido anteriormente que um que jamais o foi. Nosso sistema de moedas estatais é corrompido diariamente pelo próprio estado criando moedas. Assim se você fosse um hacker, iria mirar em quem para fraudar o sistema? O Bitcoin é de fato a moeda mundial do futuro ao que tudo leva a crer.

Rodrigo Andolfato é empresário da Construção Civil, membro do ilan – Instituto Liberal da Alta Noroeste


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