Leito de amor

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Afagos e carícias neste doce afeto,
Minh’alma se cicatriza por encanto,
Consolando meu espírito inquieto
Que pulsava triste em um doce pranto.

Simples seria apenas contentar
Com sua imagem fosca na memória,
Sem poder minh’alma tocar
Sua presença presente na história.

Seria ainda mais vulgar
Contentar com o seu cheiro nos lençóis,
Sem poder ao luxo de te tocar,
Enquanto o amor move o mundo sobre nós.

Deve-se encantar por atrevimento
Na leveza das forças deste amor de fato,
Sem ter que se preocupar
Com a magia que nos une de fato.

O leito de amor é o ápice?
Ápice do êxtase que nos inflama,
Ápice daquilo que nos liberta.
Ou nos condena?

O leito de amor é mesmo tudo?
Ou apenas a luxúria dos desejos,
A rendição no momento dos beijos,
E ao final nos aprisiona?

Se o leito de amor é mesmo tudo
O que será do mundo lá fora?
Das noites boêmias e da aurora,
Do tempo que passa sem demora?

Se é mesmo tudo…

Essa reciprocidade mais que recíproca
É pacto perfeito de almas a amar,
Não tem hora nem lugar,
Basta apenas se entregar.

Fábio Ricardo Ambrósio
é advogado, empresário e poeta. Tem mestrado em Direito Internacional Bancário e Financeiro


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