Rodrigo Andolfato
No artigo de hoje continuaremos falando sobre a finalidade que explica a PROMOÇÃO DA ASSISTÊNCIA SOCIAL. Vale sempre lembrar que sou defensor das ideias liberais austríacas, portanto, combato de frente o Estado Assistencialista. No artigo passado expliquei as diferenças entre fazer benemerência com o próprio dinheiro e o estado querendo fazer benemerência com dinheiro roubado dos outros. O primeiro trata-se de um direito natural, defendido e exaltado no Liberalismo, e o segundo é o socialismo.
Mas vamos direto ao assunto abordado pelo estatuto. Tratamos no artigo anterior dos três primeiros parágrafos do assunto ASSISTENCIALISMO e de como queremos promover a benemerência nas pessoas. Hoje, dando continuidade ao assunto, apresentaremos os três restantes.
Começaremos pelo quarto parágrafo do item que versa assim: “Realizar ações junto à iniciativa privada, de projetos para angariar recursos com a finalidade de socorrer pessoas necessitadas e em situações de risco, tal como shows artísticos que visem a captação de recursos com este fim.”. Bem, alguém poderia dizer: “Ok, Rodrigo, mas qual a ideia capitalista por trás desta ideia?”, no intuito de colocar em cheque a perfeição do capitalismo. Pois bem, respondo de forma clara. O Capitalismo é baseado em teses consolidadas sobre economia. Quando alguém tem muito de alguma coisa e pouco de outra ela começa a trocar o ordenamento de valores. Isso se chama Teoria da Utilidade Marginal. Quando alguém tem muito dinheiro, este já não apresenta tanto valor quanto outras coisas que essa pessoa não tem. Ver pessoas necessitadas passa então, a trazer uma escassez de paz interior. Tudo que é escasso traz em si o sentimento de necessidade e desejo. Assim, quem tem muito dinheiro passa a ser benemerente, naturalmente, pelo simples desejo de se ver saciado em sua paz interior. Isto pode ser visto com as grandes fortunas mundo afora.
Mas mesmo que as pessoas não acreditassem nas teses consolidadas do capitalismo, e de como o capitalismo prova que o enriquecimento leva a benemerência, a melhor resposta a ser dada seria a seguinte: Shows para arrecadação de mantimentos e recursos para os mais necessitados trazem consigo uma imagem de responsabilidade social. E empresas que queiram ganhar mais clientes e, portanto, terem mais lucros, participa de ações como essas para mostrarem que são responsáveis socialmente e assim serem preferidas pelo mercado, vendendo mais.
Talvez, na cabeça daqueles que veem os empresários como pessoas que só pensam em dinheiro, essa segunda explicação faça mais sentido. Mas seja como for, em ambos os casos, o resultado é a efetividade na assistência social. E não só a efetividade, como também, a perenidade. Queremos que esses movimentos sejam constantes e que se tornem maiores que a falsa benemerência estatal.
No quinto parágrafo do item temos: “Fomentar o empreendedorismo de pequenos negócios baseados em produtos artesanais de fácil consecução, de forma que cada pessoa possa gerar resultados práticos na conquista de sua autossuficiência.” – Fica claro aqui nossa responsabilidade em não aceitar o modelo de aprisionamento do ser humano na esmola. Queremos criar ações que visem o aprendizado de ofícios manuais, que gerem produtos desejados pelo mercado. Desta forma, queremos que as pessoas desempregadas e desassistidas, possam adentrar no mercado produzindo bens e os vendendo diretamente. Tudo isso gera riqueza diretamente para quem produz, e melhor de tudo, graças a informalidade do ato, não pagam impostos e assim não alimentam o Leviatã estatal.
Por fim, temos o último parágrafo deste item, que versa assim: “Colaborar, incentivar e promover ações e programas para o desenvolvimento e organização do trabalho comunitário, ajudando na criação de associações e na formação de cooperativas voltadas para a produção artesanal visando o desenvolvimento comunitário e a geração de renda.” – Temos aqui uma continuidade do parágrafo anterior com uma condicionante, a organização que gera eficiência e aumenta a riqueza. Sabemos todos que uma linha de produção tem muito mais eficiência que o artesão solitário. Sabemos que cada pessoa na sociedade tem um dom nato. Tem pessoas que nascem para gerenciar os negócios. Outras pessoas nascem para criar ações de marketing que instigam a compra. Outras pessoas produzem os bens de forma rápida e eficiente mantendo a qualidade. Deste modo, o que queremos é criar “sociedades” anônimas bem definidas através de contratos simples entre as partes, bem no formato de cooperativas. Tentar fazer sistemas empresariais descentralizados do modelo estatal, para que a burocracia e os impostos não roubem a riqueza de seus verdadeiros produtores. Precisamos minguar o Estado, e podemos fazer isso pela inanição. Quando pararmos de alimentar o monstro ele começa a diminuir de tamanho.
Assim encerramos o assunto ASSISTENCIALISMO. Mostramos nestes dois últimos artigos que o capitalismo é bom e é a única forma verdadeira de se fazer o bem. Semana que vem falaremos da finalidade “NA IGUALDADE (RACIAL E GÊNERO) ENTRE OS INDIVÍDUOS” e de como agirá o #ARACATUBADOBEM neste sentido.

