REMOTO - Deputada Maria Isabel quer continuação de ensino remoto até que a maioria dos professores seja vacinada com duas doses

Deputada estadual critica retorno às aulas presenciais em visita a Araçatuba

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DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Em visita a Araçatuba e à sede do jornal O LIBERAL REGIONAL, a deputada estadual Maria Isabel Azevedo Noronha (PT), que também é presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Estado), criticou a volta às aulas presenciais no estado de São Paulo. Segundo a parlamentar, o retorno só deveria acontecer após haver um maior percentual de vacinados contra a covid-19 entre os professores e alunos.

 

A deputada aproveitou a passagem por Araçatuba para realizar reuniões com alguns professores e membros da Apeoesp da região. Ela também passou pelo município de Penápolis para reuniões do tipo. Durante todo o período ela esteve acompanhada por correligionários de seu partido e representantes sindicais na região, como o presidente do PT em Araçatuba, Fernando Zar, o candidato a prefeito nas últimas eleições pelo partido, Sebastião Júnior, além do representante local da Apeoesp em Araçatuba, Odimar Silva.

 

Em entrevista ao jornal O LIBERAL REGIONAL e à Clube FM e Jovem Pan Araçatuba, Bebel acredita que os agentes de educação deveriam estar vacinados com a segunda dose para que as aulas retornassem.

 

“A grande questão é essa volta às aulas. Os professores em sua maioria ainda não estão vacinados com a segunda dose. Acredito que essa volta é um risco. E mesmo a volta após a segunda dose tem que ser com protocolo de volta, nunca poderia ser uma volta acima do limite”, disse Bebel.

 

Nesta semana, o governo do estado de São Paulo divulgou que 96% dos profissionais de educação do estado estão vacinados, mas apenas com a primeira dose de imunizantes contra a covid-19. O número corresponde a cerca de 240 mil servidores da educação paulista.

 

São 44% dos professores que estão com o calendário vacinal completo, o que corresponde a 110 mil profissionais. Para Maria Isabel, além disso, deveria haver um plano de testagem para alunos e profissionais da educação.

 

“Pelos protocolos internacionais, deveria ter a testagem dos alunos pelo menos duas vezes por semana, no início e no fim. Aqui nunca teve testagem de nada. Qual a segurança que os professores tem para entrar nas salas de aula?”, questionou. “Eu acho que o central neste momento era vacinar o máximo, testagem o tempo todo. Aí você pode com segurança começar as aulas dentro dos protocolos ainda”, afirmou.

 

Apesar de defender a continuação das aulas remotas, Maria Isabel afirma que este tipo de trabalho multiplicou as jornadas dos profissionais da educação, que, segundo ela, gastam muito mais tempo para preparação das aulas que são dadas online em relação àquelas que são aplicadas em sala de aula.

 

Ela, porém, ressalta que a vida dos profissionais é mais importante do que esta questão neste momento.

 

“Professor trabalha de 7h a 10h no trabalho remoto e o aluno aproveita no máximo de 1h a 2h, os alunos têm menos aulas e os professores para o preparo dessas aulas quadruplicaram sua jornada. Contudo, no momento, para ele é mais seguro, porque o que está em questão agora é salvar vidas”, afirmou.

 


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