PREOCUPAÇÃO - Abertura de novos leitos implica na contratação de equipes qualificadas DIVULGAÇÃO

Abertura de novos leitos amplia o mercado de trabalho na área de saúde

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DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

A disposição para abrir novos leitos para tratamento de covid-19 esbarra em vários obstáculos. Por isso, entre o anúncio pelos governos e a efetiva instalação dos leitos demanda tempo. A ampliar UTI não é apenas colocar mais camas e aparelho. Isso demanda contratação de profissionais habilitados para o setor e aumento dos estoques de insumos, como medicamentos. Contratar pessoal não está fácil e manter os estoques é um desafio para os hospitais, que já suspenderam cirurgias eletivas e mesmo assim temem o desabastecimento.

A contratação de pessoas não está sendo uma tarefa fácil. O prefeito de Lins, João Pandolfi, em um pronunciamento à população para falar sobre as medidas adotada para enfrentamento da covid, afirmou que a ampliação de leito implica em contratação de pessoas e compra de insumos e isso não depende apenas de boa vontade dos gestores. Neste mesmo sentido, a secretária da Saúde de Três Lagoas, “a cada 10 leitos é necessária uma equipe responsável, diante disso para abrir leitos nós temos uma série de trâmites a serem tratados. Precisamos de equipes especializadas, ou seja, médicos intensivistas além de enfermeiros, fisioterapeuta, técnico de enfermagem, entre outros profissionais importantes”, explicou.

Quando São José do Rio Preto decretou lockdown, no início dessa semana, o secretário de Saúde, Aldenis Borim, afirmou que os recursos estão racionados e não é mais possível abrir leitos, e daqui para frente será apenas com “lockdown” para conter a escalada de casos e mortes na cidade. “Chegou o momento que não é possível abrir mais leitos, não temos mais leitos, medicamentos, recursos humanos. Nossa restrição chegou ao limite máximo e daqui para a frente é apenas ‘lockdown’. Não adianta abrir mais leitos”, afirmou o secretário Aldenis Borim.

Em Araçatuba e outras cidades da região a situação não é diferente. Há determinados medicamentos que estão sendo usados no limite. Quanto à contratação de pessoal, o quadro é o mesmo. Raramente as vagas oferecidas são ocupadas. A Santa Casa de Araçatuba já teve esse problema e há poucos dias a Santa Casa de Andradina abriu processo seletivo para contratação de pessoal.

Uma pessoa que atua na área relatou à reportagem que são duas questões básicas. Falta profissional com habilitação para atuar no setor e, alguns, quando sabem que é para atuar na ala covid, desistem da vaga.

Governantes já relataram que a covid avança mais rápido do que a abertura de leitos. Por isso, a recomendação é o isolamento social e asa medidas preventivas. O sistema hospitalar opera no limite e a ampliação fica cada vez mais difícil.

 

 

 

Conselho Regional de Farmácia alerta para o desabastecimento de remédio

 

Um relatório que acaba de ser divulgado pelo Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo, CRF-SP, após receber 234 respostas de farmacêuticos atuantes na área hospitalar em todo o Estado, apontou que de acordo com 77% dos que responderam ao questionário, há problemas de desabastecimento de medicamentos em seus locais de trabalho, já 53% destacaram a falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) e 44% a falta de produtos para a saúde.

Os dados foram apresentados pela diretoria do CRF-SP em uma videoconferência com a Coordenadoria de Assistência Farmacêutica do Estado de São Paulo, órgão ligado à Secretaria Estadual da Saúde, com o objetivo de manifestar a preocupação do CRF-SP com a possibilidade de desabastecimento de medicamentos administrados em pacientes internados em hospitais paulistas para o tratamento da covid-19.

O presidente do CRF-SP, Dr. Marcos Machado, reitera que o CRF-SP está à disposição para auxiliar e evitar que a situação se agrave. “Nós, como entidade de classe, nos preocupamos com essa situação. Então, nos antecipamos para saber como podemos colaborar de forma efetiva”.

 

A questão será levada a todas as esferas governamentais, conforme destaca o vice-presidente do CRF-SP, Dr. Marcelo Polacow, pois quem mais sofre com essa situação são os profissionais da saúde que estão na linha de frente e a população, acima de tudo. “Não será por falta de planejamento e preocupação que vamos vivenciar em São Paulo o que aconteceu no Estado do Amazonas, por exemplo. A História irá mostrar que fizemos a nossa parte”.

 

Levantamento

O levantamento aponto o que mais está faltando. Entre os medicamentos apontados, os sedativos (midazolam, fentanil e propofol) e os neurobloqueadores musculares (atracúrio, rocurônio, cisatracúrio) foram os mais citados entre todos os segmentos, além de heparina e escopolamina com dipirona. Em relação aos EPIs, as luvas foram os mais citados em todos os segmentos, porém, as máscaras e os aventais foram citados por vários profissionais. Entre os produtos para a saúde, a mais citada foi a seringa, seguida por cateter e sonda.

 

 


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