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terça-feira, maio 17, 2022

MACHISMO NO RECRUTAMENTO E SELEÇÃO

JÉSSICA BRANDÃO

No intuito da diversificação no time da empresa e criar um ambiente de trabalho inclusivo e diferente, o processo de Recrutamento e Seleção é essencial, para ambos os lados, porém existem ainda muitos vieses e preconceito no recrutamento e eu vou expor o machismo como um dos maiores preconceitos encontrados na atualidade.
Em uma entrevista de emprego, por si só, já causa uma certa ansiedade, imagine além disso, passar por preconceito? Obviamente a situação ficará ainda mais estressante e o resultado não será o esperado.
Nós, profissionais da área de Recursos Humanos, temos uma responsabilidade muito grande tanto com a empresa quanto com os candidatos a vaga, por isso é muito importante que a igualdade esteja presente nesses momentos.
Com as minhas experiencias, não só como recrutadora mais também como candidata, já presenciei diversas situações de preconceito e machismo contra as mulheres, e não só sofridas pelos homens, muitas (maioria) das vezes, vem de mulheres. O que é ainda mais triste.
Muito do que escutamos é: “você tem filhos? quantos? com quem ficará para você trabalhar? Ah mais essa vaga precisa que você viaje bastante”. Essas frases, por exemplo, já vêm cheia de vieses inconscientes. A pessoa pode ter filhos e mesmo assim ter total disponibilidade para viagens corporativas.
Em uma sociedade ainda muito machista que deseja limitar as mulheres, é importante desaviar esses preconceitos, inclusive na área profissional.
Tomar esses cuidados durante o processo seletivo, pode parecer algo pequeno, mas se trata de uma peça importante para modificar a realidade do País e do mundo, se tratando de preconceito e machismo. É importante tomar cuidado em cada detalhe, desde os anúncios das vagas, até às perguntas realizadas no momento da entrevista. Além do mais, ainda temos um longo caminho para tornar essa sociedade um pouco mais justa, não é mesmo?
Já presenciei diversas situações, onde, a vaga é para um cargo de gerência, e as perguntas para homens e mulheres eram diferentes, por exemplo, para a mulher: “você tem filhos? quantos? com quem ficam? e se precisar viajar?” – para homens: – “você tem filhos? – e pronto. Logo, existe uma maior preocupação com as mulheres, apesar de sermos as responsáveis em cuidar da casa, dos filhos e das finanças, trabalhar fora é apenas uma de nossas habilidades femininas.
Quando agimos com preconceito no ato da entrevista, essa ação provavelmente virá inclusa no meio corporativo. O gestor ou gestora, que recrutou com ações de machismo, no dia a dia dentro da empresa, as ações irão se manter, pois está internalizado. A cultura organizacional é que deve ser modificada. Deve ser conscientizado de forma que, seus colaboradores sejam tratados de forma igualitária. Não existe pessoas melhores do que pessoas, existem atitudes melhores do que atitudes, é onde deve acontecer a mudança interna, onde as pessoas perderam a essência da vida e estão em busca de uma tal de “ser bem sucedido”. Mais isso é assunto para um outro artigo, pois também gera uma certa polêmica.
Estudos comprovam que, metade das pessoas que participam dos processos seletivos, se sentem prejudicados, devido ao machismo. Dão preferência para os homens. Eu só tenho uma coisa a dizer sobre isso, tudo que um homem faz dentro de uma organização, as mulheres executam ainda melhor e em cima de um salto!
Então, nós mulheres, precisamos mudar essa realidade, nos impor de forma clara e debater mais sobre nossa capacidade.
E eu vou finalizar esse artigo com uma frase de Rachel Maia, que diz o seguinte:
“O que você decidir ser, seja de forma plena. Quando sou mãe, sou de forma plena e quando sou a Presidente, também é assim”.

Jéssica Brandão – Gestão de Recursos Humanos/ Redatora / Articulista de Opinião / PNL

 

 

 

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