Policiais militares de Guararapes salvam cãozinho jogado dentro de saco em bueiro

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FOTO CEDIDA: JOSIANE LORENSETTI

Um cãozinho da raça poodle teve a chance de sobreviver a um cruel abandono em Guararapes, na região de Araçatuba. E tudo isso graças a ação de dois policiais militares, que ao receberem a denúncia de maus-tratos pela rua Edmir Donini, no bairro Iguatemi, foram rapidamente até o endereço e conseguiram realizar o resgate. E o animal já foi adotado e tem até nome.

A reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL apurou que os policiais militares J. Almeida e Celso Roberto estavam em patrulhamento pela cidade quando foram solicitados por um pedestre para comparecerem até o endereço, já que um animal estaria amarrado dentro de um saco em um bueiro.

Os policiais se deslocaram até o local e ouviram a respiração do cachorro, mas até então não conseguiam vê-lo. As equipes retiraram uma das tampas do bueiro e utilizaram um pedaço de madeira, de aproximadamente três metros de comprimento, para poder içar o saco e ver o que tinha ali dentro.

Alguns minutos depois, os PMs conseguiram fazer toda a retirada e abriram o saco. A surpresa foi quando o cãozinho saiu de lá bastante debilitado, ofegante, mas aliviado de ter sido salvo. Tratava-se de um poodle de pelagem preta. Por conta do horário, uma responsável do Canil Municipal foi chamada e ficou com o animal até a manhã de quarta-feira (25).

ADOÇÃO

Horas depois do resgate dramático e da forma como foi abandonado, o cachorrinho foi adotado por uma família de Guararapes. A nova dona viu as imagens pelas redes sociais e ficou bastante comovida da forma como ele foi abandonado e, por isso, decidiu adotá-lo.

De antemão, o poodle recebeu um nome: Black. E foi levado o mais rápido possível para um pet shop, onde recebeu aquele banho refrescante no calor de mais de 35°C da região para poder aproveitar a nova casa e os novos amigos. Enquanto isso, a Polícia Civil de Guararapes instaurou um inquérito para apurar a autoria do abandono e maus-tratos. Os investigadores poderão verificar se existem câmeras de segurança nas imediações que possam auxiliar na apuração.

PENA RÍGIDA

No fim de setembro, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sancionou a lei 1.095/2019, que aumenta as penas para quem maltratar cães e gatos. Agora, o crime é punido com prisão de dois a cinco anos, multa e proibição da guarda do animal. Antes, a pena era de três meses a um ano de detenção, além de multa.

A pena de reclusão da nova lei prevê, também, o cumprimento em estabelecimentos mais rígidos, como presídios de segurança média ou máxima. O regime de cumprimento pode ser fechado, semiaberto ou aberto, dependendo da gravidade da situação e da decisão judicial. (Com informações de Agência Brasil e colaboração de Josiane Lorensetti)

 


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