A Polícia Civil prendeu na madrugada dessa sexta-feira (3) mais dois suspeitos de terem participado do mega-assalto aos bancos de Araçatuba. As prisões aconteceram na cidade de São Pedro. Os homens foram encaminhados para a sede do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) de São Paulo. Com isso são seis pessoas presas até o momento, já que a sétima, internada até então em um hospital de Piracicaba, não resistiu aos ferimentos e morreu.
A reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL apurou que os policiais do Deic encontraram roupas camufladas, luvas, lanternas de cabeça, coletes balísticos, botas táticas, binóculos, além de munições de calibre 40 e 380. Também foram apreendidos objetos utilizados para produção de drogas, documentos de contabilidade e uma máquina de contar dinheiro.
Todos os produtos, segundo a polícia, estavam em três endereços nas cidades de Rio Claro e São Pedro. Dois homens foram presos após cumprimentos dos mandados de buscas. A descoberta surgiu durante operação dos policiais da 5ª Delegacia Patrimônio (Investigações sobre Roubo a Banco).
As apurações indiciaram que uma organização criminosa estaria mantendo bases operacionais para distribuição de entorpecentes e logística para outras atividades de crimes. Os investigadores identificaram três imóveis com as características, sendo um sítio em São Pedro e outras duas propriedades.
Um dos presos era procurado pela Justiça por homicídio. Ele chegou a apresentar documento falso e responderá por esse crime. Os dois detidos foram autuados por associação para o tráfico e posse de munição.
MORTE
O homem suspeito de participar do ataque a bancos em Araçatuba e que estava internado em Piracicaba morreu na noite de quinta-feira (2). Ele estava sob escolta policial com ferimento no abdômen, em estado gravíssimo, e inconsciente.
O suspeito foi preso na última terça (31) quando a PM foi acionada para verificar uma pessoa baleada que tinha sido transferida de uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento) para a Santa Casa. A identificação foi realizada pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Piracicaba.

