As belezas naturais estão entre as maiores riquezas de Mato Grosso do Sul. O pantanal e Bonito são exemplos disso. Porta de entrada para o estado, Três Lagoas também começa a explorar as suas belezas. As três lagoas naturais que dão o nome à cidade têm suas particularidades, mas apenas a Lagoa Maior, que foi urbanizada, transformou-se em cartão postal da cidade. As demais continuam esquecidas. A servidora pública estadual Roseli da Silva Pereira dedica horas vagas à fotografia, principalmente de animais e das belezas naturais da cidade. Ela diz que há muito tempo se fala também em investir na segunda lagoa, mas até hoje nada foi feito. Vez ou outra a lagoa sofre com a ação de pessoas. Recentemente, um incêndio destruiu parte da vegetação da margem da lagoa.
A servidora estadual disse que mora no Bairro Interlagos, exatamente entre as duas lagoas. Por isso acompanha tão de perto os problemas existentes e partilha de momentos de alegria. Como parte da população de Três Lagoas, ela acompanhou recentemente as discussões em relação à remoção dos jacarés e também aos estudos quanto à presença das capivaras. Ela acredita que é possível o convívio harmônico e teme apenas pelo futuro das capivaras, principalmente se forem para a segunda lagoa. O isolamento da lagoa facilitaria a ação de caçadores urbanos.
Recentemente Roseli Pereira acompanhou a luta dos bombeiros para combater incêndio à margem da segunda lagoa. Poucos dias depois, registrou um momento especial, quando capivaras estavam em maio a muitos pássaros e, depois, um jacaré chegou para compôr o ambiente da foto. Todos convivendo harmonicamente, mesmo sabendo que o jacaré é inimigo natural da capivara. A natureza tem as suas surpresas.

