Da Redação – Mirandópolis
Nove réus que eram investigados na Operação Laços de Família foram condenados pela Justiça de Mirandópolis. A operação ocorreu em agosto de 2025, coordenada pelo Gaeco, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público, com o objeto de combater o tráfico de drogas nos presídios da região de Araçatuba entre núcleos criminosos ligados ao PCC (Primeiro Comando da Capital).
O réu Rudney Vinicius Ferreira foi condenado a 11 anos, 6 meses e 7 dias de prisão. Ângelo dos Santos Bento Medeiros, Fernando Correa dos Santos, Diovane Alex Sandro da Silva Moraes, Jonathan Lúcio Ferreira Brito foram condenados a 10 anos, 10 meses e 20 dias cada um. Já Mariana Maia de Martini foi condenada a 9 anos e 4 meses.
Ainda foram condenados Sidney de Arimatéia de Sousa Barroso, Joel Araújo Lima Junior e Jeferson Ricardo Miranda no primeiro julgamento a 10 anos, 10 meses e 20 dias de prisão.
Eles foram condenados pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, com incidência da causa de aumento prevista na Lei de Drogas em razão da atuação relacionada ao sistema prisional. Todos podem recorrer da decisão, mas seguirão presos preventivamente.
A Operação Laços de Família foi deflagrada após investigação que revelou que o grupo tinha uma estrutura de manutenção do tráfico de drogas nas unidades prisionais localizadas na região de Araçatuba.
O grupo tinha núcleos diferentes, estruturados e com vínculos familiares, que eram transmitidos de pai para filho, garantindo a estabilidade da prática ilícita. Parte dos investigados cumpriu pena em presídios regionais e matinha atuação ativa, facilitando a cooperação do PCC.
Diligências policiais identificaram imóvel na Rua Júlia Baldoni Cabrini, em Mirandópolis, que era usado para o tráfico de entorpecentes, o fato auxiliou nas investigações do grupo.
Segundo as investigações, Ângelo e Diovane eram os coordenadores da estrutura criminosa, enquanto os demais condenados negociavam com os usuários de entorpecentes. Foi comprovada uma associação estável e permanente entre os réus condenados, isso foi detectado com base em conversas retiradas de interceptações telefônicas.
Os trabalhos da Operação foram cumpridos pelo Gaeco, pela Polícia Militar e pela Polícia Civil. Foram cumpridos 20 mandados de prisão, sendo 19 de prisão temporária em Mirandópolis e um de prisão preventiva em Araçatuba, além de 23 mandados de busca e apreensão. Durante a operação, um dos alvos acabou morrendo baleado ao resistir à abordagem policial.

