TRABALHO - Equipe se prepara para fazer a necropsia da onça-pintada atropelada

Necropsia de onça-pintada emocionou profissionais envolvidos

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ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA

A médica veterinária Daniela Rozza está desde 2007 na Universidade Estadual Paulista (Unesp) e já fez necropsia de dezenas de animais e tratou de muitos outros vitimados por queimadas ou atropelamentos. Ela e sua equipe foram responsáveis pela necropsia da onça-pintada que morreu atropelada na quinta-feira, na Rodovia General Euclides de Oliveira Figueiredo, próximo ao Ribeirão Moinho. Com larga experiência, essa foi a primeira vez que a doutora Daniela Rozza fez necropsia de uma onça-pintada. Segundo ela, por ser um animal raro na região e pelas circunstâncias, as pessoas se emocionaram. A veterinária Jaqueline Borelli, da Associação Mata Ciliar, também participou do trabalho.
De acordo com a médica responsável pela necropsia, a onça-pintada tinha entre 7 e 8 anos e 89 quilos, era um macho adulto, saudável e em fase de reprodução. O animal sofreu múltiplas fraturas, incluindo coluna vertebral e crânio e laceração das vísceras. “Morreu na hora”, disse a médica, afirmando que os ferimentos eram compatíveis com o atropelamento por caminhão. Os profissionais envolvidos no trabalho lamentaram o ocorrido, já que eram um animal que poderia reproduzir por um bom período. Uma perda muito grande do ponto de vista ambiental.
Segundo a doutora Daniela Rozza, a morte da onça despertou o interesse de profissionais de várias partes do Brasil, que telefonaram pedindo informações.

CIRCUNSTÂNCIAS
A onça-pintada foi atropelada na noite de quinta-feira por um caminhão. No local onde ela foi atropelada não tem mata em grandes proporções, apenas pequenos aglomerados de árvores. No entanto, fica na região do Parque Estadual do Aguapeí (aproximadamente 30 quilômetros de distância). Profissionais que estudam esta espécie de animal, que é raro no estado de São Paulo, vão estudar para saber de onde veio e porque estava na estrada. Profissionais ouvidos pela reportagem atribuem a migração às queimadas.

NOVOS EXEMPLARES
“Ela estava mais próxima do Parque Estadual do Aguapeí do que da divisa com Mato Grosso do Sul, não tem nada a ver a questão da divisa. Na verdade, ela está começando a surgir na nossa região, talvez por conta de um equilíbrio mais, um meio ambiente ecologicamente mais equilibrado. Há relatos de uma onça preta inclusive, nas proximidades do parque. Várias pessoas já viram ela por lá, principalmente em fundos de fazendas. E esta onça-pintada comprova realmente que esta espécie está começando a ressurgir no Estado de São Paulo. Está distante do Mato Grosso do Sul. A impressão que eu tenho é que ela provavelmente tenha vindo das redondezas do Parque Estadual do Aguapeí”, disse um profissional que atua na área ambiental.

 


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