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quinta-feira, agosto 18, 2022

Wi-fi seguro é ferramenta de fidelização

EDER CASTANHEIRO

Foi-se o tempo que disponibilizar wi-fi para os clientes e usuários era um diferencial das empresas e órgãos públicos. Hoje, é praticamente uma necessidade que a conexão seja liberada aos visitantes de lojas, academias, supermercados, padarias, lanchonetes, consultórios, salões de beleza e outros estabelecimentos, assim como aos cidadãos que se utilizam de serviços públicos. E ela precisa ser bem dimensionada, para que, de fato, facilite o acesso e a navegação pela internet. Quando há complexidade no cadastro, lentidão e instabilidade, desagrada e pode espantar o cliente. Porém, quando é estável e de operação simplificada, fideliza.
A satisfação do consumidor com o wi-fi é o melhor dos mundos para o empresário e gestor público, porém, tanto do ponto de vista técnico quanto prático, o mais importante é que a conexão seja segura. E aí, existe uma sensível diferença entre as redes públicas e as do mercado corporativo. De forma geral, redes wi-fi públicas não são confiáveis, pois, via de regra, não têm sistemas de segurança implementados.
Em relação a elas, há perigo em várias situações. Por exemplo, basta um dispositivo infectado para espalhar o problema a todos aqueles que se conectarem à rede. Pior, pagamentos feitos por meio de sites ou aplicativos de bancos por meio de wi-fi de redes públicas expõem os dados bancários do usuário. A orientação é que, nesta situação, essas transações sejam feitas por meio da rede de dados da operadora. É preciso ter em mente que pessoas mal-intencionadas estão à espreita para invadir todo e qualquer dispositivo exposto.
Embora as redes empresariais levem vantagem no quesito segurança em relação às públicas, vale um alerta. Clientes e colaboradores devem usar redes separadas nessas organizações. Isso porque receber usuários em redes corporativas as deixam suscetíveis a contaminações. A empresa deve ter uma rede visitante separada da rede corporativa. Essa dica serve também para a casa de cada um. Separe a rede, deixando uma à disposição dos moradores e outra para visitantes o sentido é o mesmo descrito anteriormente, para que não haja risco de a rede da sua residência seja infectada por dispositivos de terceiros.

Outra coisa. De forma ideal, depois de receber alguém que utilizou o seu wi-fi residencial, altere a senha. Além disso, de tempos em tempos, troque também o nome da rede. Em tratando-se de wi-fi, todo cuidado é pouco.

*Éder Castanheiro é especialista e empresário do setor de TI e Telecom

 

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