Saudades

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Como num sopro frio
Ou uma nuvem que se desfaz
A saudade deságua como um rio
Pensamentos de anos atrás

É como uma carruagem do tempo
Feita de fatias, de momentos
De chegada, partida e sentimento
Emoções, ilusões e tormentos

É um cavalo alado com alegorias
Que galopa atropelando a luz do dia
Encontrando na esquecida memória
Pensamentos que o tempo não devora

A saudade pode ser constante
Como aquela dos amantes
Podendo ser beligerante
Se não se quer nem por um instante

Abro ao meu peito à saudade
E imagino tudo o que não vivi
Trocaria minha liberdade
Para viver uma doce verdade

Posso até errar vivendo
Posso até ter uma vida doída
Mas prefiro uma saudade real
Do que uma memória jamais vivida

Não quero viver meus dias
Afogados em páginas vazias
Sem prestigiar momentos
Passando no esquecimento

O palco da vida é formoso
É lugar de evolução
Terra de homem corajoso
Exemplo para a nova geração

Fábio Ricardo Ambrósio
é advogado, empresário e poeta. Tem mestrado em Direito Internacional Bancário e Financeiro


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