SALGADOS - Araçatuba registra preços mais "salgados" de itens da mais famosa refeição dos brasileiros

Preço dos alimentos básicos segue em alta; arroz e feijão ficam mais caros em Araçatuba

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DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Comer um “prato feito” em algum restaurante, ou mesmo prepará-lo em casa, tem ficado cada vez mais caro. Uma pesquisa realizada pela FGV, a Fundação Getúlio Vargas, apontou uma alta entre 60% e 70% de itens básicos como o feijão e o arroz no período de um ano. Em Araçatuba, os preços subiram um pouco menos em relação aos da pesquisa, porém estão mais caros em comparação ao mesmo período do ano passado.

 

Segundo a pesquisa da FGV, o feijão foi o grande vilão da cesta básica e teve um acréscimo de 69,1% no período. O arroz não ficou tão atrás assim e registrou alta de 60,8%, de acordo com os dados divulgados. 

 

A reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL realizou rápida pesquisa em um estabelecimento de Araçatuba especializado em vendas no varejo. Em duas marcas de arroz que costumam ser mais baratas, houve acréscimo de preços neste ano em relação ao mesmo mês de setembro do ano passado. 

 

O pacote de 5kg de uma das marcas estava custando R$ 16,97 em setembro de 2020 e neste mesmo estabelecimento, até esta quinta-feira (2) o preço do mesmo produto era de R$ 19,99, uma alta de 17,7%. 

 

Uma segunda marca de arroz tinha o seu pacote de 5kg custando R$ 15,99 em setembro do ano passado, enquanto neste ano o preço está em R$ 17,48, um acréscimo de preço de 9,3%. 

 

Já a terceira marca pesquisada pela reportagem teve o maior acréscimo registrado. O preço há um ano era de R$ 14,77 e ontem estava custando R$ 18,98, um aumento de 28,5%. 

 

No caso do feijão, a opção mais em conta pesquisada pela reportagem neste estabelecimento da cidade também teve acréscimo com índice menor em relação aos números da FGV. Uma marca mais em conta era vendida a R$ 5,49 o pacote de 1kg em setembro do ano passado e agora está R$ 5,98, um acréscimo de 8,9%. 

 

Vale lembrar que entre julho do ano passado e julho deste ano, o Índice de Preços ao Consumidor, da FGV, subiu 8,75%. 

 

Outros itens

 

Ainda de acordo com a pesquisa da FGV,considerando os itens presentes no chamado “prato feito”, as proteínas todas tiveram aumento de preço, sendo o destaque para as carnes bovinas, que cresceram 27,2%; de frango, que tiveram aumento de 13,9%; e os ovos, que também aumentaram por ter virado alternativa para muitos consumidores, 10%. 

 

Entre os alimentos in natura, a cebola teve uma acréscimo de 41,1% e a batata de 19,4%. O tomate, por ter maior produção no país, registrou queda de 24,6%. 

 

O pesquisador da FGV, Matheus Peçanha, avalia que a escalada de preços está sendo causada pelo aumento da demanda por gêneros alimentícios durante a pandemia de Covid-19. Outra fonte de pressão inflacionária no prato brasileiro foi a escalada do câmbio no segundo semestre do ano passado, que estimulou exportações, reduzindo oferta interna, sobretudo no caso do arroz, do feijão e das carnes bovina e de frango.

 

“O câmbio desfavorável leva ao crescimento das exportações, sobretudo dos cereais e das carnes, favorecendo a redução da oferta interna e pressionando os preços”, explicou o pesquisador.

 

Peçanha ressalta ainda que a inflação dos itens do prato feito também é um reflexo das condições climáticas adversas, intensificadas com a estiagem e, mais recentemente, com as geadas. 

 

Com isso, hortaliças e legumes, com suas lavouras de curto prazo, sofreram mais no período recente, levando a alface a um acúmulo de quase 10% e o tomate a mais de 30%. 

 

Ainda de acordo com o Matheus Peçanha, a estiagem também tem impactado os preços das carnes, reduzindo as pastagens do gado e encarecendo o milho e a soja, que servem de ração para os animais.

 

 


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