PONTO DE VISTA

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O privilégio de envelhecer

Mais uma primavera é chegada
Memórias vão se registrando como tinta em tela bem pintada
O tempo me encara como uma bela fera
Devorando com pressa os anos que outrora eu vivera

Qual o sentido de chegar aos quarenta e quatro
Se não sentir os prazeres da vida de fato?
Amar com a devida entrega natural
Sempre será o doce tempero passional

A vida me faz por vezes errante e certeiro
É um jogo de erros e acertos, porém efêmero
Construindo pontes me mantenho austero
Até a hora da chegada do momento derradeiro

Sagrar-se homem verdadeiro
Não depende de terceiros
Nem vender-se por dinheiro
Tem que ser por inteiro, cortês, nobre e cavalheiro

Rendo-me aos dias que me restam
Talvez anos, não tenho pressa
Mas o tempo, implacável em sua missão
É a locomotiva apressada da evolução.

Fábio Ricardo Ambrósio é advogado, empresário e poeta. Tem mestrado em Direito Internacional Bancário e Financeiro


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