Diego Fernandes – Araçatuba
Depois de um grande crescimento registrado em maio, as vendas de imóveis na região de Araçatuba tiveram uma queda de 31,8% no mês de junho. Os dados foram divulgados pelo CreciSP, o Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo.
Em maio, as vendas tiveram um acréscimo considerável de 280%, o que acabou ocasionando uma queda natural para o mês de junho.
Foi o quarto mês de baixa nas vendas de imóveis na região, sendo que fevereiro, março e abril também foram meses menos rentáveis para os negócios.
Apesar disso, José Augusto Viana Neto, presidente do CreciSP, afirma que o resultado do primeiro semestre é positivo.
A pesquisa do CreciSP consultou cinco imobiliárias das cidades de Araçatuba, Birigui, Bilac, Gabriel Monteiro, Piacatu, Promissão e Três Fronteiras. Os números se referem aos imóveis residenciais já construídos.
Entre as vendas realizadas em junho, foram 67% de negócios envolvendo casas e outros 33% de negócios com apartamentos.
A média de valores das casas e apartamentos vendidos no período ficou entre R$ 200 até R$ 300 mil. A maioria das casas era de 2 e 3 dormitórios, com área útil de 50 até 200 m². A maioria dos apartamentos era de 3 dormitórios, com área útil de 100 a 200 m².
66,7% das propriedades vendidas em Junho estavam situadas na periferia, 0% nas regiões centrais e 33,3% nas áreas nobres.
Com relação às modalidades de venda, 0% foram financiadas pela Caixa Econômica Federal, 0% por outros bancos, 66,7% diretamente pelos proprietários, 33,3% dos negócios foram fechados à vista e por consórcios, 0% no período.
Locações
O CreciSP também informou uma queda nas locações de 88,3%. De acordo com José Augusto Viana Neto, presidente da entidade, este tipo de dado é um sinal de estabilidade, já que o menor número de locações significa que mais pessoas conseguiram se instalar por mais tempo nos imóveis locados.
Em fevereiro e abril também haviam sido registrados números mais baixos de locações de imóveis nas cidades da região de Araçatuba.
A faixa de preço de locação de preferência dos inquilinos de casas e apartamentos ficou entre R$ 1.000 até R$ 1.500,00. A maioria das casas era de até 2 dormitórios com 50 até 200 m² de área útil.
As principais garantias locatícias escolhidas pelos locatários foram o fiador e o depósito caução. Os novos inquilinos optaram por imóveis situados na periferia das cidades pesquisadas (33%), na região central (33%) e nos bairros mais nobres (33%).
E daqueles que encerraram os contratos de locação, 100% optaram por aluguéis mais baratos.



