Da Redação – Araçatuba
Em mais um importante avanço para destravar o atendimento em núcleos essenciais, a Câmara Técnica Médica da Santa Casa de Araçatuba zerou na manhã de quinta-feira (25) uma demanda interna reprimida por leitos em UTI Neonatal e UTI Pediátrica, situação iniciada há quase 15 dias e agravado no dia 23 de junho, quando um total de 10 crianças, 8 das quais intubadas permaneciam internadas no Pronto-Socorro do hospital aguardando remoção para unidades intensivas.
A Câmara Técnica Médica é um órgão permanente, criada no ano passado pela diretoria executiva através da Portaria 020/25, exatamente para definir diretrizes para solucionar problemas previsíveis em um hospital que realiza mais de 380 mil procedimentos médicos-hospitalares por ano. Composta por médicos e especialistas de diversas áreas, tem a finalidade de, como uma junta médica, acompanhar permanentemente a situação assistencial, monitorar fluxos de atendimento, avaliar a ocupação dos leitos especializados e assegurar o rigoroso cumprimento dos protocolos clínicos adotados pelo hospital.
Na manhã de quinta-feira, as dez crianças foram transferidas do Pronto-Socorro e direcionadas para unidades compatíveis às classificações por quadro clinico e conforme as orientações do grupo de Vigilância Epidemiológica da Santa Casa de Araçatuba, sob coordenação do médico infectologista Dr. Igor Barcelos Pressinotti.
Esses pacientes, a exemplo dos demais internados na UTI Neonatal 1 e UTI Pediátrica seguem assistidos pelas equipes multiprofissionais destas unidades.
As 10 crianças, que passaram vários dias no Pronto-Socorro, foram alocadas em leitos anteriormente ocupados por casos, que os médicos intensivistas pediátricos Dra. Nathália de Oliveira e Dr. Jose Alejandro Martinez Cali consideraram que não precisavam mais de cuidado intensivo. No entanto, seguiam ocupando os leitos de Unidade de Terapia Intensiva que pacientes graves, aguardavam no Pronto-Socorro.
Com a orientação dos dois especialistas, os pacientes foram transferidos para Pediatria da Santa Casa de Araçatuba e/ou para hospitais das cidades de origem para cuidados de média complexidade, posto que o quadro clinico não precisa mais da atenção de alta complexidade que motivou a internação na instituição.
Busca permanente
O fato de o hospital ter zerado a demanda de crianças a espera de transferência para unidades intensivas não esgota o trabalho dos integrantes da
Câmara Técnica Médica, que seguem em visitas permanentes nas unidades pediátricas colhendo dados para estudos e estratégias visando a disponibilização de vagas para crianças encaminhadas pelos prontos-socorros dos 40 municípios da região.
A melhoria da oferta de vagas neonatais e pediátricas é o foco principal do Protocolo de Contingenciamento elaborado médico Dr. Rogério Caravante, titular da Diretoria Técnica até meados deste mês, e a equipe técnica e multiprofissionais do hospital. O documento foi elaborado visando preparar a Santa Casa de Araçatuba para atendimentos extras decorrentes de surto de doenças respiratórias. Porém, até o momento, os dados epidemiológicos estaduais e municipais bem como do Serviço de Vigilância Epidemiológica Hospitalar, não sinalizam a necessidade de abertura de unidade intensiva neonatal respiratória.
Vagas para adultos
A transferência dos 10 pacientes que estavam em salas de emergência e em repartições destinadas à pacientes em cuidados médicos de estabilização, já impacta positivamente o Pronto-Socorro da Santa Casa de Araçatuba. Com a liberação de três ambientes físicos cruciais ao manejo de pacientes adultos, a unidade de urgência e emergência está retomando à normalidade.
Das 19h de quarta-feira (24) às 11h de quinta-feira (25), o Pronto-Socorro da Santa Casa de Araçatuba admitiu 18 pacientes, sendo uma criança e os demais adultos, dois dos quais entubados.



