História do Vinho

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ADELMO PINHO

Segundo a história, a coexistência do homem com as uvas remonta a milhões de anos. O vinho teria surgido a partir de 6.000 a.C. Há registros da era dos Faraós do Egito que também confirmam a sua produção. Na mitologia da Grécia Antiga, Dionísio (ou Baco, em Roma) era considerado o “Deus do Vinho”. A fé também se entrelaça com o vinho. Conforme o Cristianismo, o primeiro milagre de Jesus Cristo foi transformar água em vinho, num casamento em Caná, que durou sete dias (Bíblia, João, 2, 1-11) e o vinho no ritual da comunhão do Catolicismo simboliza o “Sangue de Cristo”. Quanto ao seu surgimento e à geografia dos locais de produção, o “mundo do vinho” se divide em “Velho Mundo”, que abrange países como Espanha, Portugal, Itália, Alemanha e França, e “Novo Mundo”, que passou a abranger países como os Estados Unidos da América, África do Sul, Argentina, Chile, Uruguai, Brasil, etc.
O vinho é uma das bebidas mais antigas e apreciadas do mundo. Estima-se que no mundo existam mais de 300.000 rótulos de vinhos e mais de 6.000 tipos de uvas viníferas (que produzem vinho). Para a produção de um vinho de excelência, necessário um bom terroir (palavra francesa que significa o conjunto de fatores como solo, clima, altitude e técnicas vinícolas). Enólogo é o profissional da produção do vinho, desde o plantio até a sua industrialização. Sommelier é o profissional que estuda e entende de vinhos, com atuação em bares, restaurantes e em lojas de comércio do produto. Enófilo é o apreciador, degustador e também estudioso de vinhos. Existe uma máxima no “mundo do vinho” que nem sempre vinho caro é sinônimo de vinho de boa qualidade. Por falar em vinho caro, em 2018, o site de buscas “wine-searcher”, apontou mais uma vez o vinho Domaine de la Romanée-Conti, ícone de Borgonha – região da França, como o vinho mais caro do mundo, com o preço aproximado de US$ 19 mil (dólares) ou cerca de R$ 100.000,00 (cem mil reais).
A cultura do vinho no Brasil está em ascensão, o número de vinícolas aumentaram e o consumo também. Os espumantes nacionais são de grande qualidade e concorrem com os produzidos em outros países com essa tradição, como a França e a Itália. Em pesquisa do ano de 2010, no Brasil, a média do consumo anual do vinho (que ainda era considerada baixa) era de 1,9 litros, enquanto que na África do Sul, por exemplo, é de 6,9 litros, na Argentina é de 24,1 litros e em Portugal 43,9 litros (Fonte – Atlas Mundial do Vinho, 7ª edição). O vinho também possui estreita ligação com a saúde. O vinho tinto, em especial o seco, é comumente recomendado por profissionais da saúde para a prevenção de doenças e combate às células do envelhecimento, por conter o polifenol resveratrol, com propriedade antioxidante, o qual inibe a oxidação de moléculas e tecidos. Deve ficar claro que o processo de fermentação da uva é que produz o polifenol, logo, um suco de uva ou mesmo a fruta não possuem o resveratrol, que gera tal efeito benéfico. Vinho é como automóvel antigo, tem sempre alguém para comentar sobre.
O vinho atrai amores, amizades e companhia. Sidonie-Gabrielle Colette escreveu: “Convém tratar a amizade como os vinhos, desconfiando das misturas”. Ninguém menos que o filósofo Sócrates (470-390 a.C) assegurava: “O vinho molha e tempera os espíritos e acalma as preocupações da mente … ele reaviva nossas alegrias e é óleo para a chama da vida, que se apaga. Se você bebe moderadamente, em pequenos goles de cada vez, o vinho gotejará em seus pulmões como o mais doce orvalho da manhã. Assim, então, o vinho não viola a razão, mas sim nos convida, gentilmente, a uma agradável alegria”. Depois dessa lição Socrática, só nos resta reportar à frase atribuída a Napoleão Bonaparte sobre o tema em foco, ou seja, o vinho: “Nas vitórias é merecido, nas derrotas é necessário”.

Adelmo Pinho é promotor de Justiça


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