PARADA - Obra necessária para garantir a navegabilidade está parada desde 2019 ARQUIVO/ANTÔNIO CRISPIM

Hidrovia reduz o calado e a partir de hoje, barcaças navegam com 72% da capacidade

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ANTONIO CRISPIM – ARAÇATUBA

A partir desta quarta-feira (7), a Hidrovia Tietê Paraná passa a operar com novo calado, de apenas 2,4 metros. Calado é a distância vertical entre a parte inferior da quilha e a linha de flutuação da barcaça. Isso significa que as empresas que operam na hidrovia terão de reduzir o volume de carga, chegando a 4,3 mil toneladas. Em período normal, com calado de 3 metros, o volume transportado é de 6 mil toneladas. Isso significa que a partir de hoje as embarcações vão navegar com apenas 72% da capacidade. Segundo Luizio Rizzo Rocha, presidente do Sindicato dos Armadores de Navegação Fluvial do Estado de São Paulo (Sindasp), isso reduz a lucratividade no transporte, mas é uma forma de manter a hidrovia em operação e garantir o escoamento da produção. Rocha lembrou que na suspensão operação de 2014 a 2016, o prejuízo foi superior a R$ 1 bilhão e centenas de desempregados.
Há várias semanas diferentes órgãos do governo vêm analisando a situação dos reservatórios das usinas das regiões Centro-Oeste e Sudeste, que está muito abaixo do nível normal. Priorizando a geração de energia, foram recomendadas medidas de contenção, entre as quais a suspensão da operação da hidrovia. Como o trabalho entre os demais usuários dos reservatórios, como as empresas de navegação e os geradores de energia. Há uma verdadeira queda de braço, com cada lado defendendo suas necessidades.
A Hidrovia Tietê-Paraná chegou a ser ameaçada de suspensão das operações no dia 2 de julho. Porém, os operadores que conseguiram protelar essa suspensão até agosto. No entanto, foram surpreendidos agora com a redução de calado.
A reportagem enviou questionamentos à Confederação Nacional de Transportes (CNT) sobre a sua posição em relação à navegação. O e-mail foi enviado na segunda-feira (5) de manhã. No mesmo dia, foi enviado e-mail ao Ministério da Infraestrutura, também abordando a questão e qual a participação no processo junto ao governo.
“A respeito da Hidrovia Tietê-Paraná, o Ministério da Infraestrutura informa que já está tratando o assunto de forma estratégica, junto à Agência Nacional de Águas (ANA) e ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Na tentativa de minimizar ao máximo os impactos, estão alinhadas a operação da hidrovia com a necessidade de poupar água nos reservatórios, inclusive, com reuniões técnicas semanais, além do acompanhamento pela Casa Civil”, diz a nota.
O Ministério da Infraestrutura abordou também a questão das obras de derrocamento do canal a jusante da Usina de Nova Anhanvadava. De acordo com o site do Tribunal de Contas de São Paulo, a obra está parada desde 2019 e está orçada em R$ 180 milhões. O Departamento Hidroviário, responsável pela execução da obra, disse aguarda liberação de recursos pelo governo federal.
“Soma-se aos esforços a obra de derrocamento do pedral de Nova Avanhandava (SP), orçada em cerca de R$ 300 milhões, que está prevista para ser concluída no primeiro semestre de 2024”, diz a nota do Ministério da Infraestrutura.

 


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