Glúten, Qualidade de Vida e Saúde.

Coronel PM PAULO AUGUSTO LEITE MOTOOKA

Algumas pessoas, sobretudo as geneticamente predispostas, sofrem de intolerância ao Glúten que é uma proteína presente em muitos cereais. Também conhecida como doença Celíaca desenvolve-se a partir da ingestão de alimentos que a contêm, dentre estes os que trazem na sua composição o trigo, o centeio, a aveia, a cevada, o malte ou derivados.
Pode surgir em qualquer idade, sendo considerada uma doença autoimune, que significa dizer que com a ingestão do Glúten as células de defesa imunológica atacam outras células do organismo provocando inflamação na mucosa do intestino delgado (parte do trato gastrointestinal) o que leva a uma redução na absorção de nutrientes dos alimentos.
Com isso surgem os sintomas, variáveis de pessoa a pessoa, que se apresentam na forma de dores nas articulações ou no abdômen; no corpo observa-se anemia, desnutrição, fadiga, falta de ferro ou perda óssea; sendo comum ainda, coceira, cólicas, irritação na pele ou perda de peso. Especialmente no aparelho gastrointestinal provoca arrotos, azia, diarreia, gordura nas fezes, indigestão, náusea, refluxo ácido, vômito ou flatulência.
A intolerância ao Glúten pode levar também a não digestão do leite e derivados e desencadear a intolerância à lactose, podendo causar sintomas indesejáveis como diarreia, distensão abdominal, flatulência, inchaços, náuseas e vômitos, como se vê, em alguns casos confunde-se com a primeira. Daí a existência de uma relação entre ambas deficiências. Importante lembrar que, por vezes, tudo pode não passar de um mal-estar.
No caso de desconfortos gastrointestinais constantes, a exemplo de diarreia, gases, dores, o ideal é buscar uma consulta médica especializada, para o início de uma investigação clínica, exame de sangue e biópsia do intestino. A partir daí, em sendo diagnosticada a intolerância ao Glúten (Celíaca), o tratamento exigirá atenção aos ingredientes que compõem os alimentos, os quais estão listados nos rótulos dos industrializados, ou seja, cortar alimentos que contém Glúten.
Por outro lado, a presença do Glúten nos alimentos (macarrão, pão, cerveja), sempre de modo equilibrado, traz benefícios para a saúde, pois contribui no controle da glicemia e triglicérides, protege a flora intestinal, favorece a absorção de vitaminas e minerais, e com isso fortalece o sistema imunológico. Ademais, alimentos livres de Glúten não emagrecem e nem podem ser considerados menos calóricos, como muitas pessoas assim imaginam.
Certamente, o que faz perder quilos é a redução no consumo de calorias, principalmente as que estão presentes nos carboidratos (pão, bolo, doces, etc), logo onde o Glúten está presente, contudo uma dieta equilibrada com redução de açúcar e gorduras, seria suficiente para emagrecer, sem se deixar iludir com o modismo das dietas sem Glúten. O acompanhamento de nutricionista é essencial.
Nesse sentido, uma alimentação saudável tem tudo a ver com o bem-estar físico e mental, além da prevenção e tratamento de doenças. Quando é mantido um equilíbrio entre a quantidade e qualidade dos alimentos, pode-se dizer que “Saúde e Vida Longa” estão garantidos.

Coronel PM PAULO AUGUSTO LEITE MOTOOKA
Comandante do Policiamento Ambiental do Estado de São Paulo
Mestre e Doutor em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública
Bacharel em Psicologia, Direito e Especialista em Direito Ambiental

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