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Araçatuba
quarta-feira, maio 18, 2022

Esquema da máfia da saúde tinha policiais e bandidos como colaboradores

DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

Reportagem publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo no sábado (26), mostra que a máfia da saúde (envolvendo a OS Santa Casa de Birigui e a OS Santa Casa de Pacaembu) tinha policiais da ativa, policiais aposentados e até integrante de organização criminosa entre seus colaboradores. O médico Cleudson Garcia Montali, considerado o líder da máfia da saúde, já foi condenado a mais de 200 anos de prisão em processos julgados em Penápolis e Birigui. Vários profissionais envolvidos no esquema já foram condenados. A operação Raio X, que apura o desvio de dinheiro da saúde, foi deflagrada em 29 de setembro de 2020.
De acordo com a reportagem, integrantes da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar, a temida Rota, foram contratados para fazer a segurança do transporte de dinheiro desviado de hospitais e unidades de saúde geridos pelas organizações sociais de saúde integrantes do esquema. Já pelo menos um integrante da facção criminosa que atua em São Paulo e outros estados, fazia o mesmo serviço no interior. Ele chegou a ser fotografado com o médico Cleudson Montali. Em fevereiro de 2020, ele foi flagrado ao lado de Cleudson buscando R$ 120 mil em Curitiba.
Além de policiais da ativa, a reportagem aponta dois coronéis da reserva que também prestaram serviço às organizações comandadas por Cleudson Montali. O coronel Wilson Carlos Braz, que era secretaria da Saúde de Penápolis (aposentado em 2013) e Eurico Alves Costa Júnior (aposentado em 2018). Ambos atuam no 2º BPM/I de Araçatuba. Costa Júnior foi fotografado em um aeroporto de Curitiba recebendo uma maleta de Cleudson. A informação é de que haveria R$ 115 mil. De acordo com a reportagem do jornal I Estado de S. Paulo, o coronel disse que não sabia do dinheiro
AÇÃO
As investigações feitas pela Polícia Civil de São Paulo e pelo Ministério Público indicam que a máfia da saúde atuou em quatro estados – São Paulo, Paraná, Paraíba e Pará. Em São Paulo teve atividades em Barueri, Penápolis, Birigui, Guapiara, Lençóis Paulista, Ribeirão Pires, Araçatuba, Mandaqui, Guarulhos, Agudos, Santos, Carapicuíba, Sorocaba e Vargem Grande Paulista. Atuou, também, em Patos, na Paraíba, Araucária (Paraná) e nas cidades de Capanema e Belém, no Pará.

 

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