Close Menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest Vimeo
    O LIBERAL REGIONALO LIBERAL REGIONAL
    Festa das Ações LR1
    Trending
    • Ouvidoria de Andradina conquista Selo Prata no Programa Ouvidoria Cidadã do TCESP
    • Comércio de Araçatuba poderá abrir no feriado de 12 de outubro
    • Sessão da Câmara de Araçatuba será na terça e terá 10 itens na pauta
    • Prefeitura de Araçatuba lança Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora para crianças e adolescentes
    • Birigui promoverá “Dia das Crianças no Parque do Povo” neste domingo
    • Espetáculo circense de Maringá marca abertura do Festival Nacional de Circo-Teatro de Araçatuba
    • Birigui terá interdição de trânsito para a Corrida Outubro Rosa no domingo
    • Pipas já causaram 108 interrupções de energia em Araçatuba neste ano
    Festa das Ações LR1
    O LIBERAL REGIONALO LIBERAL REGIONAL
    Home»Cidades»Araçatuba»Entrevista com Emílio Coutinho
    Araçatuba

    Entrevista com Emílio Coutinho

    By jornalistacrispim3 de novembro de 2019Nenhum comentário5 Mins Read
    Share Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Reddit Telegram Email
    Share
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email

    ARNON GOMES – ARAÇATUBA

    Após a polêmica criada em Araçatuba em torno do fato de agentes escolares do sexo masculino estarem dando banho ou trocando fraldas de crianças nas escolas educação infantil, as deputadas estaduais Janaína Paschoal, Letícia Aguiar e Valéria Bolsonaro, todas do PSL, protocolaram projeto de lei que busca limitar a mulheres cuidados íntimos com crianças nas instituições de ensino de todo o território paulista.
    Elas atribuem essa mudança a uma questão de prevenção, com base em estatísticas oficiais que apontam os homens com atores responsáveis por mais de 70% dos casos de abuso sexual no Estado. No entanto, defendem cautela na abordagem do tema. Por isso, citam o “Caso Escola Base”, ocorrido em São Paulo no ano de 1994. Na ocasião, sem quaisquer provas, atos de abuso sexual foram atribuídos pela imprensa aos responsáveis de uma escola. Quando a verdade surgiu, dizem elas na matéria, “a escolinha já estava acabada”.
    Duas semanas após a apresentação do projeto, a reportagem de O LIBERAL REGIONAL conversou com o jornalista paulistano Emílio Coutinho, autor do livro “Escola Base”. Também filósofo e teólogo, ele fala, nesta entrevista, sobre a proposta em tramitação no legislativo estadual e dos cuidados na abordagem do tema abuso sexual.

    Em seu projeto de lei, a deputada estadual Janaína Paschoal cita o Caso Escola Base. Como jornalista que estudou esse episódio, medidas preventivas como essa são necessárias ou não? Podem ser vistas como preconceito?

    Esse projeto, realmente, é uma forma de prevenir casos de abuso, que, de fato, acontecem. Não podemos ser inocentes em achar que não existem. Mas, devemos recordar que mais de 80% dos casos de abuso sexual são cometidos dentro de casa. Então, por mais que exista um projeto de lei como esse, deve-se pensar também em outras formas de prevenção a casos de abuso contra crianças e adolescentes. Inicialmente, não vejo como preconceito. Observo-o até com bons olhos porque é uma forma de prevenir a criança. Acredito que não seja uma coisa negativa. Agora, é importante olhar como é feito em outros países, como é feito esse tipo de prevenção.

    Passados 25 anos desse episódio, que tipo de lição ficou?

    Após esse período, em relação a casos de abuso sexual, a grande lição que ficou é que a imprensa não deve ouvir só o lado das mães que acusam, mas também tentar compreender o contexto. Quem é que está sendo acusado? É importante “puxar” a vida daquela pessoa, tentar entender quem é essa pessoa. Sobretudo, não divugar informações que possam comprometer aquela pessoa, que é um supeito até que seja provado se ele é um culpado ou não.

    Mesmo assim, casos semelhantes ainda acontecem.

    Temos um exemplo muito recente, que aconteceu no interior de Minas Gerais. Um auxiliar de professor de educação física foi acusado de ter abusado de crianças. E, tal qual o Caso Escola Base, começou a partir da desconfiança de uma mãe. Outras mães também o denunciaram, mas, depois de um tempo, ele foi inocentado. Então, percebe-se que ainda há casos como o Escola Base. Não há nada no fato de os pais desconfiarem. Esses pais suspeitam devem denunciar mesmo, mas é preciso cuidado porque a mídia, às vezes, acaba noticiando esse caso de forma inconsequente. Há interesse público e interesse do público. Até que ponto é de interesse público divulgar o nome e a fisionomia daquela pessoa, que pode ser linchada ou até morta? Foi o que aconteceu no Caso Escola Base. Ali, os donos tiveram suas vidas destruídas, a escola depredada. No caso de Minas, o funcionário sofreu muitas ameaças, mas foi inocentado por três delegadas.

    Estatísticas mostram que homens são os principais “atores” de casos de abuso sexual. Um cenário como esse pode justificar esse temor?

    Sim. Acredito que hoje a sociedade esteja muito mais preparada para denunciar qualquer tipo de abuso. Até porque, hoje, temos as redes sociais e isso dá uma facilidade maior para fazer qualquer tipo de denúncia. Mas denunciar para a polícia, para o órgãos que vão investigar. Na época do Escola Base, não tínhamos as redes sociais. Então, qualquer pessoa pode ser propagadora de uma denúncia que pode levar a alguém a passar por um linchamento físico e moral. Em 2014, por exemplo, em Guarujá, uma mulher foi confundida com uma “bruxa” que utilizava crianças para rituais macabros e foi linchada e morta para a população. Então, as redes sociais têm, hoje, esse pode de despertar a sede de justiça com as próprias mãos da sociedade.

    Você acredita que, após ter sido protagonista de um caso tão injusto como o “Escola Base”, a própria mídia consegue contribuir para o amadurecimento da população acerca dessa questão?

    Uma boa parte da mídia, realmente, aprendeu. Hoje, um acusado é chamado de suspeito antes de ter a confirmação das autoridades policiais. Já a mídia sensacionalista, infelizmente, muitas vezes não contribui e atrapalha as investigações policiais, colocando vidas em riscos e denegrindo pessoas que não tiveram culpa de nada. Isso, de casos em que falamos de pessoas inocentes. Isso me assusta, pois não aprenderam com o Caso Escola Base. Não defendo que não se publique nada sobre abuso ou violência, mas o papel da imprensa não é fazer julgamentos. O papel da mídia é alertar, mas mostrar o caminho pelo qual uma mãe pode fazer denúncia. É a polícia quem tem o poder de entrar numa casa, numa escola e fazer toda uma investigação.

    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
    Previous ArticleGuerreiro entrega uniformes a funcionários do DSP
    Next Article Curso gratuito para criação de peixes é oferecido em Coroados
    jornalistacrispim

    Related Posts

    Andradina

    Ouvidoria de Andradina conquista Selo Prata no Programa Ouvidoria Cidadã do TCESP

    11 de outubro de 2026
    Araçatuba

    Comércio de Araçatuba poderá abrir no feriado de 12 de outubro

    11 de outubro de 2026
    Araçatuba

    Sessão da Câmara de Araçatuba será na terça e terá 10 itens na pauta

    11 de outubro de 2026
    Add A Comment
    Leave A Reply Cancel Reply

    Facebook X (Twitter) Instagram
    © 2026 Desenvolvido por mSanders Tech.

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.