Embutidos, Qualidade de Vida e Saúde

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PAULO AUGUSTO LEITE MOTOOKA

Degustar cheirosas e saborosas porções de nuggets, steaks, salsichas, iscas de frango empanados, pão com mortadela, hambúrguer, salame, peito de peru, ou ainda uma feijoada suculenta com lombo defumado, linguiça calabresa e paio, nem sempre é uma tentação fácil de resistir, especialmente por ocasião dos happy hour, café da tarde e festas.
Estes alimentos classificados como ’embutidos’, são produzidos industrialmente a partir de carne de suínos, bovinos, ovinos, peixes e frutos do mar, os quais perdem suas características naturais ao serem ultra processados, triturados, moídos, batidos, homogeneizados e preparados com conservantes, corantes, açúcar, temperos artificiais, gordura saturada e sódio em excesso, para finalmente serem embutidos sob pressão em tripas animais ou artificiais. Por vezes, recortes animais que seriam descartados são aproveitados.
Em épocas passadas quando não existia refrigeração, buscavam-se processos de conservação de carnes com adição de sal, daí a origem dos alimentos embutidos, os quais conforme exposto são alterados quimicamente, tornando um alimento que pode favorecer o surgimento de câncer no estômago, aumento do colesterol, retenção de líquidos e doenças cardiovasculares, a exemplo da hipertensão (sódio).
Muitas vezes o desconhecimento pode causar equívoco e levar a pessoa a ingerir alimentos acreditando serem saudáveis, a exemplo do peito de peru indicado para dietas restritivas de calorias, porém trata-se de um alimento processado, com aditivos químicos e alto teor de sódio. Por outro lado, o bacon, a carne seca e o queijo não são classificados como embutidos, apesar de passarem por processos de conservação com aditivos químicos.
Por comunicado a Organização Mundial da Saúde (OMS) relatou que o consumo diário de 50 gramas (4 fatias de presunto ou 1 salsicha) aumenta em 18% o risco de desenvolver algum tipo de câncer, sobretudo no colorretal. Em outras pesquisas, estudiosos apontaram que o consumo de apenas 9 gramas de alimento embutido diariamente aumenta o risco de desenvolvimento do câncer de mama em 21% entre as mulheres. Já os pesquisadores da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc) colocaram a carne processada, ou seja, os embutidos em uma mesma categoria junto do tabaco e amianto como agentes cancerígenos.
O certo é que dificilmente estes alimentos deixarão de serem fabricados, apresentados em belas embalagens, comerciais, vitrinas, geladeiras e servidos nas mesas de festas e happy hour, e assim seguramente serão consumidos por conta dessa sedução ao paladar.
Nesse contexto, vale o consumo consciente, preferindo os menos processados, tais como legumes, frutas, saladas, e os industrializados com baixo teor de sódio, com gorduras saudáveis, além de um consumo moderado, sem exageros. Quando possível, procurar orientação com nutricionistas.
Ter consciência sobre a importância de uma alimentação equilibrada e saudável favorece a cultura de bons hábitos alimentares, além de despertar nas crianças esta preferência. No mais, preferir receitas caseiras além de mais saudável, pode contribuir para uma atividade em família na cozinha ou um bom passatempo.

Coronel PM PAULO AUGUSTO LEITE MOTOOKA
Comandante da Polícia Militar Ambiental do Estado de São Paulo
Mestre e Doutor em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública
Bacharel em Psicologia, Direito e Especialista em Direito Ambiental


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