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Araçatuba
terça-feira, agosto 16, 2022

Criminalizados há alguns anos, hoje os desmanches são aliados da economia 

ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA

Há alguns anos a atividade de desmanche e comércio de peças usadas de veículos, máquinas agrícolas e motocicletas era vista com desconfiança pela sociedade e sempre estava na mira das autoridades. O comércio de peças usadas, ao longo dos anos, era visto com muita resistência e chegava a ser qualidade de “robauto”, numa referência à falta de critério para a formação de estoques, que muitas vezes era de forma ilícita. Esse tempo passou. A grande maioria é credenciada junto ao Detran e atua apenas com desmanche de carros legalizados. Ou seja, além de ser uma alternativa mais econômica para a reposição de peças, muitas vezes é a forma mais rápida diante da complexidade do mercado de autopeças atualmente. Além disso, a venda de peças usadas reduz significativamente o descarte desnecessário de material que está apto no mercado. Isso pode ser considerado uma ação sustentável.

Com a regulamentação e a intensa fiscalização por parte de órgãos oficiais – Detran e polícia – os desmanches estão presentes em quase todas as cidades. E há uma rede de informação entre eles para encontrar peças. Como o mercado automobilístico brasileiro sofreu profunda transformação nas últimas três décadas, como muitos carros importados e outros fora de linha, buscar a peça usada é uma alternativa viável. Isso sem falar no preço.

Para se ter ideia, hoje os próprios mecânicos, em muitos casos, sugerem o uso de peça usada, pois não raro, encontra-se peça nova de péssima qualidade – segunda e terceiras linhas. 

Esse é um mercado que vem crescendo bastante em todo o país. Para se ter ideia, em Araçatuba tem aproximadamente 15 desmanches de máquinas agrícolas, carros e motos. Ele compram máquinas e carros sinistrados (acidentes) ou em leilões de veículos apreendidos ou de seguradoras. As peças são etiquetadas com licença do Detran. Tudo dentro da legalidade.

Com atuação na área mecânica desde os 12 anos de idade ao lado do pai, o empresário Fabiano Costa (Medcar) está há pouco mais de 10 anos no mercado de peças usadas. Ele diz que compra apenas carros de leilões e está credenciado junto ao Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo. 

Segundo Fabiano Costa, as licenças de funcionamento do Detran são temporárias e devem ser cumpridas várias exigências. Ele faz questão de mostrar as etiquetas das peças para mostrar a legalidade do negócio.

As empresas que atuam na área de peças usadas usam bastante a internet para fazer negócios. Assim, é comum a venda para outras cidades e até mesmo para outros estados. Esse comércio vem sendo aperfeiçoado com o passar do tempo.

MERCADO – Fabiano Costa deixou a oficina mecânica para atuar no mercado de peças usadas
ANTÔNIO CRISPIM

 

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