Da Redação – Araçatuba
A demanda por energia fotovoltaica é cada vez maior nas propriedades rurais brasileiras. Os números crescem ano a ano. Em 2020, o país registrava 29.334 sistemas de energia solar rural instalados, número que pulou para 61.294 no final de 2021, segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Desde 2012, foram investidos cerca de R$ 3,4 bilhões em energia solar no agronegócio. Atualmente, o setor rural responde por 13,1% de toda a potência solar distribuída instalada no país, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). A entidade estima que até 2050 a geração distribuída pode trazer R$ 140 bilhões em novos investimentos ao país e reduzir em R$ 150 bilhões os custos com as termelétricas.
Para o engenheiro Francis Polo, CEO de uma empresa sediada em Araçatuba SP, especializada no desenvolvimento de projetos e instalação de sistemas fotovoltaicos, no campo, soluções sustentáveis mostram-se como alternativas vantajosas para o produtor rural.
“Trata-se de uma fonte inesgotável e disponível de energia limpa, cuja geração não polui e não traz danos ambientais. Além disso, praticamente todas as atividades da propriedade rural podem ser beneficiadas com o sistema”, destaca.
O especialista afirma que, como qualquer lugar no país é abundante em luz solar, todo produtor rural pode considerar a instalação de módulos de produção de energia fotovoltaica em função das características de sua propriedade, como tamanho e atividades desenvolvidas.
“A implementação de um sistema fotovoltaico na propriedade rural não é apenas uma grande iniciativa sustentável que deve ser adotada. Na verdade, sua utilização traz uma série de benefícios para o agricultor, pecuarista ou agroindústria”, garante Polo.
As vantagens incluem a redução de gastos com energia e manutenção, que chegam a 95%, a redes de financiamento mais acessíveis, disponibilidade de energia em áreas com maior dificuldade, maior tranquilidade com o uso de energia elétrica, fonte de energia limpa e sustentável, vida útil de 25 anos do sistema, valorização da propriedade e autonomia energética, melhoria na agricultura de precisão que necessita de energia elétrica para utilizar recursos tecnológicos na avaliação de características do clima e solo na produção rural, aumento da lucro nos produtos, entre outras situações.
Em Araçatuba, atualmente 85 propriedades rurais contam com a energia solar voltada ao funcionamento de sistemas produtivos e equipamentos. Juntas, elas geram 1.430,82 kW utilizados nos consumos normais de eletricidade em uma residência, na cerca elétrica na propriedade, em estufas com controle de temperatura e umidade, galpões de beneficiamento da produção, sistemas de irrigação, sensores dispostos pela lavoura, e automação de diversos equipamentos.
Para a implementação em uma propriedade rural, Polo diz que é preciso se certificar que a empresa que desenvolve e instala o sistema e especializada e experiente.
“O primeiro passo para escolher o sistema ideal consiste em conhecer as necessidades de energia na propriedade. Em relação aos custos, eles dependem dos valores de cada fornecedor e do tamanho da propriedade. De todo modo, existem linhas de crédito que atendem a diversos segmentos de produção rural, tanto para pequenos como para grandes produtores”, conclui Polo.

