O consumo da família brasileira voltou a subir após nove trimestres seguidos de queda. Conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aumentou em 1,4% na comparação com o primeiro trimestre deste ano. Em relação ao segundo trimestre de 2016 o consumo subiu 0,7%, registro positivo após, também, nove trimestres em baixa. No acumulado do primeiro semestre houve uma queda de 0,6% no consumo das famílias na comparação com o mesmo período do ano passado, entretanto.
A notícia é bastante positiva e está ligada a outros fatores positivos da economia, como inflação em queda e abaixo da meta do governo. Os juros também estão mais baixos com as constantes reduções da taxa Selic pelo Banco do Brasil, o que torna empréstimos mais baratos. Podem ter contribuído para essa recuperação do consumo a liberação do saque das contas inativas do FGTS e a queda dos preços dos alimentos, após uma safra agrícola recorde no país.
CONFIANÇA
Resultado de agosto da pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra que o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) atingiu 103,1 pontos – acima da zona de indiferença (100 pontos). Isso significa um aumento de 14,6% na comparação com agosto de 2016 e queda de 0,3% em relação a julho.
A pesquisa mediu também a percepção dos comerciantes sobre as condições econômicas correntes e o resultado mostra que houve uma variação positiva de 57,1% comparando com agosto de 2016. A avaliação dos varejistas com relação ao desempenho da economia melhorou em 103,3% na comparação anual. A pesquisa mostra também que a proporção de comerciantes que avaliam que o desempenho do comércio está melhor que há um ano aumentou para 37,2% ante 19,2% em agosto do ano passado.
Informações do último balanço da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), mostram que em maio as vendas do comércio varejista na região de Araçatuba atingiram R$ 767,3 milhões, alta de 4,1% em relação ao mesmo mês de 2016. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, houve crescimento de 1,1%, e nos últimos 12 meses, elevação de 1,8% nas vendas.
ICMS
O bom resultado do último repasse de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) feito pela Secretaria Estadual da Fazenda às prefeituras reflete o período de retomada da economia, com aumento na geração de emprego, diminuição de juros e controle da inflação, o que tem preservado o poder de compra da família brasileira e impulsionado o consumo. O mês de agosto foi positivo com relação ao repasse do imposto para as 43 prefeituras da região de Araçatuba. Na comparação com o resultado de agosto do ano passado 37 municípios tiveram aumento; as seis cidades que receberam menos que em 2016 tiveram, entretanto, crescimento com relação a julho.
EMPREGO
Araçatuba voltou a registrar saldo positivo na geração de emprego para o mês de julho, após fechar o primeiro semestre com mais contratações do que demissões. A divulgação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, aponta que foram feitas 1735 admissões ante 1632 demissões, gerando 130 empregos na cidade. Já a região teve saldo negativo em julho, perdendo 75 carteiras assinadas. Em julho do ano passado Araçatuba perdeu 221 postos com carteira assinada e a região também teve saldo negativo de 233 vagas.
No primeiro semestre Araçatuba teve um saldo positivo de 583 empregos, sendo que no mesmo período do ano passado o número foi negativo: menos 84. No acumulado dos sete meses deste ano foram 686 novas vagas em Araçatuba e 2059 na região.
