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    Home»Cidades»Araçatuba»Cativado pela série Vaga-Lume
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    Cativado pela série Vaga-Lume

    By dfernandesmr15 de maio de 2024Nenhum comentário3 Mins Read
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    *Marcelo Teixeira

    O meu confrade da Academia Araçatubense de Letras, Antônio Luceni, compartilhou no grupo de WhatsApp “Projeto Grupo Experimental da AAL” postagem do Instagram da BBC Brasil intitulada “Série Vaga-Lume: a coleção que estimulou prazer da leitura em milhões de jovens”. Quatro décadas atrás, eu fui um deles.

    O primeiro livro que me lembro de ler na vida, por inciativa própria, sem contar aqueles dedicados a minha alfabetização, foi “O caso da borboleta Atíria”, de Lúcia Machado de Almeida, exatamente da Vaga-Lume. Também dela, li “O Escaravelho do Diabo” e “Spharion”. De Maria José Dupré, deliciei-me com “A ilha perdida”, o título que inaugurou a coleção da Editora Ática, em 1973.

    Acredito ter consumido pouco mais de 20 títulos da série voltada ao público infantojuvenil. Gostei especialmente das obras de Marcos Rey, como “O mistério do 5 estrelas” e “O rapto do garoto de ouro”. Fui cativado a ponto de tomar gosto pela literatura brasileira, portuguesa e, na sequência, pela universal.

    ⁠⁠Aproveito a deixa para refletir sobre importância da literatura infantojuvenil na formação de leitores ávidos e críticos desde tenra idade. Peço licença a Luceni e a Marilurdes Campezi (a confreira Lula), escritores e especialistas no tema, para afirmar que essa categoria de livros não apenas entretém, mas também educa, estimula a imaginação, promove o desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças e adolescentes.

    Frequentemente ambientados em mundos imaginários, essas obras contêm personagens fantásticos e aventuras emocionantes. As suas histórias estimulam a imaginação das crianças, transportando-as para realidades alternativas nas quais podem explorar ideias, conceitos e cenários. Ao se envolverem com narrativas criativas, os jovens leitores desenvolvem habilidades de pensamento crítico e criativo, aprendendo a visualizar e criar mentalmente universos literários ricos e complexos.

    Digo por mim, que os livros que li da Vaga-Lume abordavam uma ampla gama de temas, desde questões sociais e emocionais até dilemas morais e éticos. Ao me identificar com personagens diversos e as suas jornadas de crescimento e descobertas, acredito ter desenvolvido empatia e compreensão em relação aos outros e ao mundo ao meu redor. Tenho certo que histórias que exploram temas como diversidade, inclusão, superação de desafios e resolução de conflitos contribuem para a formação de indivíduos mais empáticos e conscientes.

    Para mim, a história de Atíria, Helicônia, Vanessa Atalanta, o Príncipe Grilo, Papílio, o Esqueleto-Vivo e a Gruta dos Horrores foi ponto de partida para o hábito da leitura. Lembro-me de ser um livro envolvente, que capturou a minha atenção, despertando em mim o prazer pela leitura e me incentivou a explorar outros gêneros e autores.

    A reboque das 20 e poucas obras da Ática que consumi, expandi o meu vocabulário, aprimorei a compreensão textual, desenvolvi a capacidade de análise e interpretação, além de aperfeiçoar a escrita. Essas habilidades foram fundamentais não apenas para o sucesso acadêmico, mas também para a comunicação eficaz e a expressão criativa. E lá e vão 30 anos ininterruptos de jornalismo, de leitura e de escrita.

    A série Vaga-Lume e, de modo geral, a literatura infantojuvenil, desempenharam papel fundamental na minha formação de leitor entusiasta, estimulando a imaginação, promovendo o desenvolvimento emocional e cognitivo, incentivando o hábito da leitura e contribuindo para o enriquecimento da linguagem e habilidades literárias.

    Investir nesse tipo de literatura é investir no futuro de uma sociedade leitora, criativa e consciente.
    ⁠
    *Marcelo Teixeira é jornalista, escritor e ocupa a Cadeira número 11 da Academia Araçatubense de Letras

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