RISCOS - Queimadas podem trazer riscos à saúde, alerta chefe da Defesa Civil

Araçatuba teve acréscimo de quase 90% de ocorrências de queimadas no ano

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DA REDAÇÃO

Os números de queimadas em vegetações e terrenos baldios na região de Araçatuba tiveram um significativo aumento nos primeiros cinco meses do ano de 2021, em relação ao mesmo período do ano passado. E a preocupação aumenta com a vinda do período mais seco do ano, que se iniciou com a chegada do inverno no último dia 21 de junho e que segue pelo menos até setembro / outubro, quando as chuvas são mais escassas na região.

Segundo um levantamento do 20º grupamento do Corpo de Bombeiros, de janeiro a maio de 2021 foram 284 ocorrências de queimadas atendidas na região de Araçatuba, o que corresponde a um aumento de 89% em relação aos primeiros cinco meses de 2020, quando ocorreram 150 focos de incêndio atendidos pelo grupamento. A área atingida pelo fogo neste ano chegou a 89 hectares, ou 89 mil metros quadrados.

Este tipo de ocorrência causa diversos prejuízos à saúde das pessoas e da fauna e da flora local. De acordo com Capitão PM Felipe Zaupa, que é chefe do núcleo de gerenciamento de emergências da Defesa Civil do estado de São Paulo, nesta época do ano, a tendência é que o fogo ganhe grandes proporções de forma mais rápida, devido à baixa umidade relativa do ar.

“Esse foco de incêndio, mesmo que comece remoto numa beira de rodovia ele tende a se alastrar, tende a tomar grandes proporções, isso vai prejudicar a fauna e a flora da região, vai matar animais, vai queimar vegetação, e todos esses poluentes lançados no ar pela queima descontrolada, eles podem causar um problema de saúde pública e agravar ainda mais o quadro respiratório das pessoas mais vulneráveis”, explicou o integrante da Defesa Civil em entrevista exclusiva ao SRC.

A fumaça causada pela combustão próximo à beira das estradas, por exemplo, também pode causar acidentes, engavetamentos, já que causam problemas de visibilidade para os motoristas que estão em média e alta velocidade.

E não é difícil flagrar focos de incêndio em Araçatuba em período seco. Na edição do dia 21 de maio, por exemplo, o jornal O LIBERAL publicou reportagem sobre um incêndio em um terreno particular na avenida João Arruda Brasil, que causou deslocamento do Corpo de Bombeiros até o local.

Na oportunidade, um dos bombeiros, que não quis se identificar, criticou a falta de fiscalização da prefeitura de Araçatuba nestes casos e afirmou que os donos dos terrenos praticamente não sofrem punições quando este tipo de ocorrência é registrado em suas propriedades.

Além de todos os problemas, o deslocamento de equipes do Corpo de Bombeiros para estas ocorrências pode prejudicar atendimentos de casos mais graves, como incêndios em residências ou explosões, que porventura possam ocorrer, com a possibilidade de vítimas graves.

O Capitão PM Felipe Zaupa aconselha a população para que evite causar incêndios nesta época do ano.

“O principal conselho que a gente dá para população é não arremessar bituca de cigarro, não fazer fogueira, não tacar fogo em lixo em beira de estrada, não fazer queima controlada de plantio que hoje em dia é proibido, não soltar balão porque além de tudo é crime. Então a gente pede para que não façam queimadas e facilite o trabalho do Corpo de Bombeiros e das Defesas Civis”, completou.

 


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