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quarta-feira, maio 25, 2022

Após votação de CP, Câmara mantém mandato do prefeito de Birigui

Diego Fernandes – Birigui

Em sessão extraordinária que durou 8 horas e meia entre a noite de sexta-feira (14) e a madrugada de sábado (15), a Câmara Municipal de Birigui arquivou o relatório da Comissão Processante contra o prefeito Leandro Maffeis (PSL), mantendo o mandatário no cargo de chefe do executivo.
Em texto do relatório, lido durante a sessão pelo vereador Wagner Mastelaro (PT), considerava que houve irregularidade no chamamento público emergencial feito pela prefeitura de Birigui para escolha da empresa BHCL, Beneficência Hospitalar Cesário Lange, para gestão do pronto-socorro municipal.
A Comissão Processante foi formada pelo presidente José Luís Buchalla (Patriota), relator Wagner Mastelaro (PT) e membro Marcos da Ripada (PL). Foram realizadas oitivas ouvindo os envolvidos, incluindo o prefeito Leandro Maffeis.
A sessão teve início às 18h na sexta e foi realizada de forma online, devido ao prédio da Câmara Municipal de Birigui estar fechado após casos de covid entre parlamentares e assessores. A reunião extraordinária dos vereadores terminou apenas às 2h30 da manhã de sábado.
Para que fosse cassado o mandato de Maffeis, eram necessários, pelo menos, dois terços dos votos a favor do relatório e da cassação. Ou seja, dos 15 vereadores, pelo menos 10 teriam que votar pela saída do prefeito.
Oito parlamentares foram favoráveis à cassação, seis foram contrários e o presidente da Câmara, César Pantorotto Júnior (PSD) se absteve de votar por ser parte interessada no processo, já que se tornaria o prefeito em caso de afastamento do titular, já que não há vice.
Votaram a favor da cassação os vereadores André Fermino (PSDB), Dra. Osterlaine (DEM), Tody da Unidiesel (Cidadania), Fabiano Amadeu (Cidadania), José Luís Buchalla (Patriota), Paulinho do Posto (Avante), Wagner Mastelaro (PT) e Cabo Wesley Coalhato (PSL).
Votaram contra a cassação e pelo arquivamento do processo os parlamentares Marcos da Ripada (PL), Everaldo Santelli (PV), Si do Combate ao Câncer (Avante), Benedito Dafé (PSD), Vadão da Farmácia (PTB) e Pastor Reginaldo (PTB).
Para o advogado do prefeito, Maurício Cristóvam, que fez a defesa do mandatário durante a sessão, a CP foi um “circo” montado para atacar Maffeis. Segundo ele, a denúncia que levou à CP, feita pelo ex-vereador José Fermino Grosso, ocorreu pelo fato de ele ter perdido a eleição disputada em 2020.

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