Close Menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest Vimeo
    O LIBERAL REGIONALO LIBERAL REGIONAL
    Trending
    • Decreto regulamenta aproveitamento de sobras da merenda escolar e define regras para professores
    • Espetáculo reúne sobreviventes da bomba atômica de Hiroshima em Araçatuba
    • Doação contribui para festa junina da APAE e reforça ações de integração comunitária em Birigui
    • Summit SSOil Energy discute importância do refino privado e da segurança energética do Brasil
    • Prefeitura de Birigui entrega prêmios aos estudantes vencedores de concurso ambiental
    • Centro de Especialidades Odontológicas de Araçatuba fica fechado para troca dos equipamentos
    • Polícia Civil de Araçatuba coordena Operação Proteus e prende três suspeitos de cometer golpes contra idosos
    • Operação do Gaeco cumpre mandados em combate ao tráfico de drogas e esquema de lavagem de R$ 230 milhões
    O LIBERAL REGIONALO LIBERAL REGIONAL
    Home»Cidades»Araçatuba»A você, mãe
    Araçatuba

    A você, mãe

    By jornalistacrispim8 de maio de 2022Nenhum comentário5 Mins Read
    Share Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Reddit Telegram Email
    Share
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email

    FERNANDA COLLI

    Antes de mais nada, gostaria de esclarecer a você, nobre leitor, que escrever foi uma forma de abraça-lo. E abraço não requer requinte, nem expertise ou qualquer especialidade acadêmica com a língua, com a literatura ou algo do gênero; o abraço na sua simplicidade é um nó que a gente dá para desatar outros nós. Eu não pretendo descontruir nem construir opiniões com meus textos, mas pretendo, e de uma maneira extremamente despretensiosa mostrar que quem lê o que eu escrevo, se identifique e talvez acabe se lendo em meus exemplos, entenda que não está sozinho. Ouvi dizer que meus textos acabam permanecendo na zona de conforto, e o texto de hoje é justamente para isso: não para que eu permaneça na zona de conforto, mas que eu consiga levar todos para uma zona de conforto. Conforto da alma. Eu dedico hoje esse conforto a você mulher, que está a terminar de arrumar a casa e as mochilas e as malas, porque tem que acordar amanhã bem cedo para começar um novo dia (olhei no relógio e era uma hora da manhã). A você esposa que está a deixar tudo pronto, e quando se vira apenas para mudar de posição no computador, observa seu digníssimo descansando, dormindo o “sono dos justos”, olha para o outro lado vê seus filhos e já analisa: estão com cobertas, travesseiros, pijamas, estão com semblante tranquilo…
    Corre, olha a agenda, não tem tarefa, não tem médico, o dentista é para outro dia; será que amanhã pela manhã estará frio? Deixarei uma troca de roupa para o frio e outra para o calor. Já deixo o chinelo e um tênis também. Olha o uniforme do marido, a calça, o sapato, ufa! Está tudo certo. E viva a igualdade de gênero!
    E daí finalmente você chega no seu serviço. Bom dia. Nossa que cara de acabada. Por que está tão cansada? Tem que dormir para não ficar enrugada. E no final do dia, de pijama desmaia na cama e ouve no fundo da quase inconsciência: nossa amor, você ficou de assistir um filme comigo. Foi dormir e deixou as crianças acordadas, não consigo cuidar delas. Alguém te mandou mensagem e um e-mail. Ligaram da portaria do prédio e tem correspondência pra você. Final de semana. Nossa, amor, está doente? Acordou hoje as oito e não as seis. Já te falei para procurar um médico.
    Por favor a senhora poderia escrever sobre os traumas que nossas crianças estão passando? Você viu essas mães… ah, essas mães não tem paciência com as crianças, estão sempre cansadas. O certo é a mãe acordar cedo, não tem que ficar descansando não. Que absurdo essa mãe ter que querer ficar no salão de beleza. Tem que cuidar dos filhos.
    Acima inseri alguns diálogos e comentários em que são submetidas todas as mães, principalmente agora, durante a pandemia. Eu vejo estudos e pesquisas, preocupados com os trabalhadores, com estudantes, com as crianças, jovens; mas será que estamos cuidando de nossas mães? A contemporaneidade nos trouxe maravilhas, mas manteve o machismo exacerbado, a cobrança em cima da mulher, que não, não vai acabar por não ser algo simples.
    A gente ainda não consegue se posicionar sem ter que estar o tempo todo se desdobrando ou se justificando. Vão questionar suas tarefas; depois seu modo de executá-las, posteriormente se conseguir conciliar tudo, irão falar que você é superficial e não sabe viver a vida.
    O fato é que mulheres que lutam para um futuro diferente para suas filhas, para as gerações futuras, muitas vezes se encontram sozinhas e completamente isoladas ou pela quantidade de afazeres ou pela quantidade de cobranças.
    Qual mulher nunca andou um pouco mais depressa porque achou que estava sendo seguida? Qual nunca enfrentou o assédio sem nem ao menos poder expor o caso já sabendo que não haveria menor chance de um reconhecimento, que mulher nunca se olhou no espelho e jurou que vai ficar sem comer para emagrecer os 5 quilos que o marido criticou. Qual mãe não desejou infinitamente dormir antes da meia noite…
    Quantas e quantas vezes a gente tem que se levantar e tentar, continuar, seguir, mesmo após de um não, de uma ofensa, de um descrédito. Quantas foram as vezes que você chorou no banheiro para ninguém ver?
    É intrigante a forma com que somos questionadas, cobradas e na maioria (senão em todas) das vezes julgadas. Mas devemos seguir.
    Sei que as reclamações e reivindicações que recebemos muitas vezes depende mais de terceiros do que de você.
    Meu abraço hoje vai para todas as mães que acumularam tarefas desde o home office até a alfabetização de seus filhos e se tornaram sobreviventes da pandemia. Para aquelas que estão se culpando por não terem mais tempo com seus pequenos, aquele tempo que tanto é estipulado pelos especialistas que não calcularam que o dia tem apenas 24 horas. Sei que o mundo não nos olha com o devido valor. Mas saibam que vocês são essenciais para que a sociedade possa caminhar sempre em frente.
    O que gostaria de deixar hoje é que mesmo que pareça ou apareça algo insuportável, vai passar. E que você tenha maturidade para ser quebrada ao meio e não revidar. Seja fiel à sua essência e não abra mão do que te diferencia dos outros. Já ouvi dizer que quem tem o coração bom acaba sofrendo muito, mas é sempre bom lembrar que é o nosso coração bom que nos faz voar alto. É esse nosso instinto materno que encoraja e inspira toda a humanidade.
    Não se esqueça que é você que faz caber 48horas em 24 horas de um dia. Você é especial como todas nós.
    Que esse meu abraço desate alguns nós, e mesmo se não, que impeça que sejam criados.
    Feliz dia a você, mãe.

    Fernanda Colli pedagoga, psicopedagoga, Arte Educadora, presidente do Conselho Municipal de Cultura

    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
    Previous ArticleAraçatuba já tem quase 2 mil casos de dengue
    Next Article Dia Nacional do Turismo: uma homenagem à resiliência do setor
    jornalistacrispim

    Related Posts

    Araçatuba

    Decreto regulamenta aproveitamento de sobras da merenda escolar e define regras para professores

    17 de junho de 2026
    Araçatuba

    Espetáculo reúne sobreviventes da bomba atômica de Hiroshima em Araçatuba

    16 de junho de 2026
    Birigui

    Doação contribui para festa junina da APAE e reforça ações de integração comunitária em Birigui

    16 de junho de 2026
    Add A Comment
    Leave A Reply Cancel Reply

    Facebook X (Twitter) Instagram
    © 2026 Desenvolvido por mSanders Tech.

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.