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Araçatuba
quinta-feira, maio 19, 2022

Andradina vive epidemia de dengue

DA REDAÇÃO – ANDRADINA

O secretário da Saúde de Andradina, doutor João Leme, anunciou que a cidade vive uma epidemia da dengue.

“Cabe a responsabilidade de cada um o combate à dengue, porque ela também mata. Em caso de sintomas como dor de cabeça, dor no corpo e nos olhos, procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima da sua casa. A partir de agora não será mais feito o exame sorológico e o tratamento será iniciado caso esses sintomas venham a aparecer”, explicou João Leme. O município está com 360 casos positivos em 2022 e o índice de infestação do mosquito é de 4,4. Os números evidenciam “situação de epidemia”. 

O secretário também lembrou que todos devem fazer a sua parte removendo tudo que não usa de sua residência, dos quintais, da frente da sua casa. “Colabore. Tudo que acumula água pode proliferar o mosquito da dengue e levar a contaminação das pessoas”, enfatizou.

A população precisa relembrar o cuidado básico de esvaziar pontos de água parada, como vasos de plantas, caixas d’água e piscinas.

A Saúde também vai iniciar a pulverização de inseticida nas residências para tentar reverter o quadro de epidemia.

 

Avanço

Só na região de Araçatuba já foram registrados seis óbitos em 2022, nenhum em Andradina. Especialistas alertam que a pior época de transmissão da doença é justamente agora.

Esse quadro afeta outras regiões e outros estados brasileiros, o que indica que o Brasil corre grande risco de enfrentar uma epidemia nacional de dengue este ano.

 

Proliferação do mosquito

A dengue, assim como a zika e a chikungunya, é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. Esse vetor se prolifera em ambientes quentes e úmidos, o que torna o período de verão extremamente favorável à sua disseminação.

O número de casos de dengue no Brasil cresceu 43,9% nos primeiros meses do ano, segundo dados do Ministério da Saúde. Entre 2 de janeiro e 12 de março de 2022, foram 161.605 notificações de prováveis infectados, com uma incidência de 75,8 por 100 mil habitantes.

A coordenadora do InfoDengue da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Cláudia Codeço, avalia que o cenário é de atenção. “No ano passado, a gente estava em baixa atividade da dengue, então o aumento em si não seria tanto. Mas se a gente compara o histórico de várias temporadas de dengue, a gente vê que se aproxima dos altos índices de 2016 e 2020”, afirmou.

Já entre os municípios, a cidade de São José do Rio Preto (SP) está em quarto lugar no ranking de casos.

 

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