Finalidades do #ARACATUBADOBEM – Parte 11

RODRIGO ANDOLFATO

Hoje, retomando nosso objetivo maior do #ARACATUBADOBEM, o qual é ajudar as pessoas, em início de jornada empreendedora, a entenderem o papel da INFORMALIDADE nos negócios e de como tal informalidade permite custos mais atrativos aos consumidores, e consequentemente maiores vendas. Nosso papel é antes de tudo demonstrar a diferença abissal entre a INFORMALIDADE que quase não paga impostos e a FORMALIDADE, que sangra os empreendedores com taxas, regulações, burocracia e impostos.
No artigo da semana passada tratamos dos três primeiros parágrafos da finalidade do instituto “NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, SOCIAL E COMBATE À POBREZA”. Neste artigo apresentaremos o quarto e o quinto parágrafos e deixaremos os últimos dois para domingo que vem. Começamos com o quarto parágrafo que versa assim “Promover simpósios e debates junto à sociedade, para valorização das relações contratuais, de forma que os contratos devam sempre ser completados na integra, sem relativizações.”
Nosso intuito com esta proposição é demonstrar a sociedade o “Custo Brasil” da falta de solidez jurídica nos contratos. E como isso afeta o preço final dos produtos. Exemplificando: Um vendedor de apartamentos faz um contrato com o comprador. Ele estima o custo do imóvel a ser entregue baseado nos contratos e nos valores das multas conforme o combinado e assinado. Quando o cliente se torna inadimplente, ele vai à justiça e o juiz muda completamente o contrato, alegando a “hipossuficiência” do cliente frente ao empresário. Obviamente que as contas pré-definidas pelo empreendedor não fecha como deveria. A partir de então o empreendedor passa a colocar esse custo nos preços dos seus produtos. Posso garantir a todos que num apartamento de 350 mil reais, o valor de 50 mil é o “custo Brasil” que as pessoas pagam pela existência de um “Estado Bondoso e Parcial”. Tentaremos com o #ARACATUBADOBEM, convencer o judiciário local a encontrarmos, juntos, uma maneira de alertar para esse problema e encontrarmos uma solução. Essa solução pode ser a criação de uma câmara arbitral privada que tenha por objetivo acompanhar a assinatura de contratos de forma que tais relações fiquem explicitas a ambos os lados, e que tais contratos tenham a anuência e o apadrinhamento da justiça local. Com a certeza de que os contratos serão cumpridos na íntegra, os empreendedores poderão retirar parte do “Custo Brasil” do valor de seus produtos.
Já o quinto parágrafo versa sobre inteligência de mercado: “Realizar estudos que levem ao mapeamento do consumo de produtos e serviços visando ajudar empreendedores locais a ofertar dentro dessa situação efetiva. Deste modo ajudando o sucesso efetivo nos novos negócios.” – Um grande problema mercadológico é a superabundância de oferta, a qual é resolvida naturalmente por tentativa e erro pelo próprio mercado. Porém nesse processo, muitos recursos podem ser gastos e perdidos. Recursos que são perdidos por investimentos errados fazem muita falta à sociedade. Quando uma empresa investe um milhão em seu negócio e quebra, normalmente grande parte dessa riqueza fica perdida e inutilizável. Essa riqueza, se tivesse sido investida em um segmento mais demandado pelo mercado, poderia estar rentabilizando e gerando empregos, enriquecendo assim a sociedade. Muitos negócios em nossa cidade são abertos por impulso de copiar algo que esteja tendo sucesso. Isso é natural. No entanto quando muitos empreendedores passam a ofertar o mesmo produto a sociedade, a superoferta passa prejudicar todo segmento e isso prejudica, no longo prazo, a todos. Nossa ideia é manter um grupo de analistas de mercado dentro da nossa ONG, que possa ajudar os empreendedores a tomarem decisões mais assertivas na condução de seus negócios. Nossa ideia é oferecer dados e mentorias aos empreendedores de forma que possam estar cientes do tamanho do mercado que pretendem investir suas riquezas e seus custos de oportunidade.
Por hoje terminaremos o artigo por aqui, mas reforçamos que um #ARACATUBADOBEM forte e atuante no auxilio aos empreendedores locais de forma que possam entender o papel do Estado em seus negócios, é de fato nossa principal obrigação. Se você entendeu a importância de se ajudar empreendedores a fazer uma boa escolha e pode de algum modo ajudar, venha participar conosco deste movimento. Venha fazer parte você também!

Rodrigo Andolfato é empresário, membro do Instituto Liberal da Alta Noroeste e idealizador do movimento #ARACATUBADOBEM

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