Operação Raio-X cumpre mais sete mandados de prisão neste sábado

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Quatro pessoas foram presas em uma nova fase da operação Raio-X na manhã desse sábado (3). Outras três, incluindo o médico Cleudson Garcia Montali, apontado como líder do esquema criminoso, também tiveram a prisão decretada, mas já se encontram detidos em unidades prisionais. Essa fase das investigações apura o desvio de R$ 10 milhões do Hospital Geral e do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) de Carapicuíba. Os trabalhos contaram com o apoio do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) de Araçatuba em Agudos, São Paulo e Curitiba (PR).

De acordo com informações apuradas pela reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL, a pedido da Promotoria de Carapicuíba, que ofereceu denúncia contra 14 pessoas pelo desvio de mais de R$ 10 milhões do Hospital Geral e do AME da cidade entre dezembro de 2018 e setembro de 2020, foram cumpridos mandados de prisão expedidos pela Justiça contra Regis Pauleti, Fernando Rodrigues de Carvalho, Arthur Leal e Eloizio Durães. Também foram decretadas as prisões de Cleudson Garcia Montali, que recentemente tentou ludibriar o Supremo Tribunal Federal (STF) apresentando laudos médicos falsos para obter a liberdade, Marcio Takashi Alexandre e Lucirene do Rocio Guandeline, que já se encontram detidos respondendo a outros processos originados pelas investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Para dar cumprimento aos mandados de prisão, bem como aos de busca e apreensão, os agentes públicos mobilizaram-se em Agudos, São Paulo e Curitiba, onde houve reforço de uma equipe de 30 policiais do Deic da região de Araçatuba. Ocorreu a apreensão de seis veículos, nove passaportes, um HD externo, sete celulares, joias, bolsas de grife, 13 relógios, R$ 11.335,00, 170 dólares e dinheiro latino.

DENÚNCIA

A Promotoria demonstra como cada um dos réus concorreu para que houvesse a prática de crimes tipificados como organização criminosa, peculato e lavagem de dinheiro. Os réus que responderão ao processo em liberdade estão proibidos de acessar sedes ou filiais de pessoas jurídicas que prestam serviços do Poder Público, ausentar-se na comarca de domicílio por mais de dez dias sem autorização, manter contato com as testemunhas do processo exercer função pública ou atividades em pessoas jurídicas contratadas pela administração pública. Todos os denunciados já respondem a ação civil pública pelos mesmos fatos e tiveram seus bens declarados indisponíveis.

De acordo com o que foi apurado pela Promotoria, Cleudson liderava o esquema. Regis e Fernando eram diretores do Hospital Geral de Carapicuíba e responsáveis diretos pelos contratos que justificavam formalmente a saída do dinheiro dos cofres públicos. Arthur e Eloizio, empresários, recebiam dinheiro desviado e devolviam parte para integrantes da organização criminosa. Marcio Alexandre repassava ordens de Cleudson, cobrava e exigia execução de tarefas dos demais membros. Ele ainda figurou como motorista “fantasma” do hospital. Lucirene abriu empresas especificamente para os desvios, sacava em dinheiro o produto do crime e distribuía entre os demais membros da organização criminosa. A investigação ainda prossegue quanto a outros contratos suspeitos e pessoas envolvidas.

OPERAÇÃO RAIO-X

A Operação Raio X foi deflagrada no dia 29 de setembro do ano passado após vários meses de trabalho investigativo. O grupo usava organizações sociais de saúde OS (Santa Casa de Birigui e Santa Casa de Pacaembu). Por meio destas instituições eram firmados contratos de gestão com municípios. Os recursos eram desviados por meio de contratos com prestadores de serviços. O esquema envolvia dezenas de pessoas. Na operação foram apreendidas propriedades, veículos de luxo e até uma aeronave.


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