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    Home»Plantão Policial»Polícia Civil prende homem suspeito de estuprar a filha durante sete anos
    Plantão Policial

    Polícia Civil prende homem suspeito de estuprar a filha durante sete anos

    By marcio123rocha21 de novembro de 2018Nenhum comentário3 Mins Read
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    FOTO CEDIDA: JOSIANE LORENSETTI
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    Depois de sete dias após receber a denúncia, a Polícia Civil de Guararapes, região de Araçatuba, prendeu na tarde de terça-feira (20), o homem de 60 anos de idade, suspeito de estuprar a própria filha, de 26, durante sete anos. A prisão é preventiva, ou seja, válida até a data do julgamento.

    O caso foi noticiado na edição de domingo (18) do jornal O LIBERAL REGIONAL. A vítima denunciou o pai e, desde então, estava na casa de uma amiga, por conta das ameaças sofridas pelo autor, mesmo com uma medida protetiva, a qual ordenava que o indiciado mantivesse uma distância de no mínimo cem metros.

    A prisão só foi possível após novos elementos surgirem ao inquérito policial, como um vídeo gravado pela vítima em uma das noites que foi abusada. Ela instalou uma câmera escondida dentro do quarto e filmou o estupro. Nas imagens é possível ver quando ela chora e implora para que o pai não cometa o ato, mas é em vão. Ele chega a sorrir da situação.

    Em entrevista ao SBT Interior, hoje, o delegado responsável pelas investigações, Juliano Albuquerque Goes, disse, que por si só, o vídeo não configura o crime de estupro e que a prisão foi pedida após uma união de elementos e a comoção popular que o crime tomou, já que ganhou ampla repercussão após ser noticiado na imprensa.

    “O vídeo, por si só, não demonstra a prática do estupro, tendo em vista que faltam dois requisitos para a configuração do crime: a grave ameaça ou o constrangimento ilegal mediante violência. Ele (suspeito) não fala nada, que vai matar ela (vítima), por exemplo. Há o constrangimento, há a conjunção carnal, mas ainda não está evidente que ele é culpado pelo crime de estupro. Só u juiz vai falar isso”, informou.

    O preso foi encaminhado para a cadeia pública de Penápolis, onde deverá aguardar vaga em alguma unidade prisional da região. A defesa do acusado disse que, por enquanto, não irá comentar o caso.

    A partir de agora, novas testemunhas deverão ser ouvidas nos próximos dias. Uma delas que poderá incriminar o suspeito por coação no curso do processo, já que o investigado teria ido até o local de trabalho de uma das testemunhas e feito ameaças. O resultado do exame de corpo de delito feito no IML (Instituto Médico Legal) também deverá endossar as provas. O laudo deverá ficar pronto em até 30 dias.

    A vítima dos abusos contou durante nova entrevista que está aliviada com a prisão do pai. “Agora vou poder ter a minha vida de volta, andar na rua sem preocupação. Acredito que a justiça foi feita”, contou.

    ABUSOS CONSTANTES

    Segundo a vítima, os abusos aconteciam há pelo menos sete anos, depois da morte da mãe. Ela decidiu denunciar pai depois que colegas de trabalho perceberam algo incomum na relação dela com o genitor, que também trabalhava no mesmo centro de reciclagem.

    Foi, então, que uma amiga da declarante a pressionou para saber se acontecia algo de errado e a mesma acabou confessando que desde que a mãe morreu, quando tinha 19 anos de idade, os abusos começaram. O investigado forçava o ato sexual, caso contrário dizia que mataria a filha e depois se suicidaria. Os estupros ocorriam de duas a três vezes na semana.

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