Polícia Civil fecha clínica de reabilitação clandestina em Penápolis

FOTO CEDIDA: DENILSON LEAL/ PENÁPOLIS AGORA

A Polícia Civil de Penápolis fechou uma clínica clandestina de reabilitação na tarde de quarta-feira (14) em uma estrada municipal localizada nas Chácaras Moinho de Vento, zona rural do município. A ação foi coordenada pela Delegacia de Defesa da Mulher da cidade em conjunto com policiais civis de Avanhandava, Mais de 30 pacientes foram resgatados em situação insalubre.

De acordo com informações apuradas pela reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL, as equipes foram até o local para dar cumprimento a mandado de busca e apreensão expedido pela 2ª Vara da Comarca de Penápolis com o intuito de apreender armas e munições. Ao chegarem no imóvel, os policiais realizaram minuciosa vistoria, mas não houve encontro de armas nem de munição.

Acontece que constatou-se a presença de cerca de 30 pessoas, entre adolescentes, idosos e pessoas com deficiência mental em situação degradante. Um dos menores e outros internos passaram a relatar que ali sofriam agressões físicas e verbais, tortura, maus-tratos e outros crimes a serem apurados. Além disso, os policiais tomaram conhecimento que os familiares não realizavam visitas com frequência e que, na maioria das vezes, o contato era feito por meio de videoconferência.

Durante esses encontros, os internos não podiam relatar o que sofriam, pois tinham medo de represálias. A polícia também constatou que o imóvel não era adequado para configurar como clínica de reabilitação de viciados em substâncias psicotrópicas, não tinha alvará de funcionamento, nem fornecimento de atendimento médico.

A delegada da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) manteve contato com o Ministério Público do município a respeito do caso. Também houve a necessidade do acionamento do Conselho Tutelar, da Assistência Social e da Vigilância Sanitária. A área teve que ser isolada para passar por perícia técnica. O laudo deverá ficar pronto em até 30 dias.

A Prefeitura de Penápolis disponibilizou dois ônibus para que os internos fossem resgatados e apresentados na delegacia, onde a ocorrência foi registrada. O caso foi registrado como maus-tratos, tortura e sequestro/cárcere privado. O suposto dono da clínica teria fugido com a chegada da polícia no local e até o fechamento dessa edição não tinha sido localizado. Um inquérito foi aberto para dar prosseguimento aos trabalhos investigativos.

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