Mais oito réus são condenados por assalto à Protege

Compartilhe esta notícia!

Mais oito réus envolvidos no mega-assalto à Protege em Araçatuba foram condenados pela Justiça. Somadas, as penas passam de 585 anos. Outros dois investigados foram absolvidos. O crime ocorreu em outubro de 2017.

De acordo com informações apuradas pela reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL, foram condenados Edimar Murilo da Silva Maximiano a 82 anos, dez meses e 21 dias de reclusão; a mesma pena também foi aplicada a André Luiz Pereira da França e Marco Antônio Rodrigues Antonieto. Já Ramon Alves Ornelas foi condenado a 70 anos e quatro meses de reclusão, mesma pena aplicada a Edson Januário de Souza. O réu Roni Alves de Oliveira foi condenado a 69 anos e 27 dias de prisão; Wilson Evaristo Franco a 58 anos, quatro meses e 20 dias, a mesma pena dada a Sérgio Manoel Ramos.

Segundo a decisão judicial, todos eles não poderão recorrer em liberdade, já que é necessário manter a prisão preventiva para garantia da ordem pública, pois os crimes foram praticados com violência contra pessoas, e também para assegurar a aplicação da lei penal, haja vista a presente sentença condenatória, no regime inicial fechado. Por fim, Willian Correa dos Santos Ferreira e Camila Pereira da Silva foram absolvidos por falta de provas.

ASSALTO À PROTEGE

Os assaltantes agiram com sincronismo em diferentes frentes. Um grupo obrigou um motorista que estava em um posto às margens da Rodovia Marechal Rondon a atravessá-lo na pista. O bloqueio foi na altura do quilômetro 522. A manobra tinha como objetivo impedir a chegada de reforços de outras cidades. Caminhões em chamas foram colocados estrategicamente nas esquinas de acesso ao quartel da Polícia Militar, na Rua Capitão Alberto Mendes Júnior (sede do CPI 10 e do 2º Batalhão).

Além disso, bandidos ficaram escondidos na Escola Francisca Arruda (em frente ao quartel), atirando contra os policiais para impedir que saíssem. O objetivo foi sitiar a PM. Enquanto tudo isso ocorria, outros grupos aterrorizavam aquela região da cidade com centenas de tiros que atingiram veículos e estabelecimentos comerciais.

O objetivo era exatamente criar clima de terror. Já na Protege, a aproximadamente 700 metros do quartel, os bandidos usaram elevada carga de explosivos. A destruição foi total e atingiram casas próximas. Nas proximidades da Protege, os bandidos também fizeram muitos disparos. Rapidamente fugiram levando R$ 10 milhões. Segundo a Polícia Civil, naquele dia havia a quantia de R$ 50 milhões dentro da empresa.

 

 


Compartilhe esta notícia!

Veja também

Polícia Civil de Buritama esclarece tentativa de latrocínio

Compartilhe esta notícia!A Polícia Civil de Buritama prendeu na manhã dessa quarta-feira (5) três homens …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *