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GOE fecha abatedouro clandestino de frangos em Araçatuba

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Duas mulheres e dois rapazes foram presos em flagrante na tarde de quarta-feira (24) depois de serem encontrados em uma casa utilizada como abatedouro clandestino de frango. O imóvel fica localizado na rua Manoel Baltazar Sobrinho, no bairro Umuarama, em Araçatuba.

A equipe do jornal O LIBERAL REGIONAL esteve no local. Policiais civis do GOE (Grupo de Operações Especiais) receberam denúncia anônima e foram até o endereço verificar a veracidade das informações. Chegando lá, as equipes flagraram o momento que a proprietária da casa e outros três funcionários trabalhavam no abatedouro clandestina.

As aves ficavam nos fundos da residência. Lá, baldes acondicionavam as vísceras. Em tambores, os frangos ficavam mergulhados em uma água de cor escura. Todos os objetos eram sujos, sem as mínimas condições de higiene. Tudo era colocado e exposto em uma mesa de madeira. As moscas eram companhias frequentes e circulavam no ambiente. O cheiro também era muito forte. No local também foram encontrados corantes.

Segundo a polícia, os autores utilizavam os produtos para depois vender as aves como frangos caipiras. A dona da casa já é conhecida nos meios policiais por outro crime do tipo. Ela e as outras três pessoas foram encaminhadas até a Central de Flagrantes, onde prestaram depoimento.

ESQUEMA

Na residência, cerca de 200 aves foram abatidas somente nesta quarta-feira. Ainda de acordo com a polícia, os abates eram feitos manualmente, com facas, sem qualquer higienização. As aves eram vendidas como frango caipira, mas segundo a polícia, as aves eram velhas, produtos de descarte de granja.

Cada suspeito um tinha uma função: um era responsável por despenar o frango, outro limpava até a embalagem ser feita. Depois, veículos passavam e recolhiam as aves para vendê-las em Araçatuba e na região.

PRISÃO

O delegado Marcos Roberto da Costa, que estava de plantão na Central de Flagrantes, decidiu prender os quatro envolvidos em flagrante por crimes contra a saúde pública, relações de consumo e associação criminosa, que são inafiançáveis. Todos irão passar por audiência de custódia ainda nesta quinta-feira (25), no Fórum do município.

DENÚNCIA

Por meio de uma nota, a prefeitura de Araçatuba informou que no mês passado, a Vigilância Sanitária já tinha conhecimento a respeito do que acontecia no imóvel, mas foi impedida de entrar no local pela moradora.

“No endereço, houve a tentativa de ação da Prefeitura Municipal, mas a moradora impediu a entrada da equipe e apenas foi possível fazer um auto de infração por obstrução, entregue à munícipe. Nesta quarta-feira (24), foi feita denúncia à Polícia Civil, que acionou a V.S. e foram feitos o auto de infração, a autuação, apreensão e descarte do material, que é inservível para o consumo humano, dadas as condições insalubres do local onde era feito o abate e preparação da carne a ser revendida”, afirmou a nota.

Depois do fechamento do abatedouro, as equipes da vigilância fizeram o descarte no aterro municipal. “O processo era feito de maneira irregular, sem autorização da Vigilância Sanitária, e todo o material apreendido na operação foi inutilizado e encaminhado a descarte no aterro sanitário municipal, com acompanhamento da Polícia Civil e apoio da Secretaria de Obras e Serviços Públicos e da empresa Monte Azul Ambiental”, concluiu.


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