Ex-governador Márcio França é alvo da quinta fase da Operação Raio-X

O ex-governador de São Paulo e atual pré-candidato ao posto, Márcio França (PSB), foi alvo da quinta fase da Operação Raio-X, que investiga desvios na área da saúde por meio de OSs (Organização Social de Saúde). A Polícia Civil cumpriu 34 mandados de busca e apreensão em várias regiões na manhã dessa quarta-feira (5), inclusive em Clementina, em um endereço relacionado ao médico anestesista Cleudson Garcia Montali, apontado como líder do esquema criminoso.

Conforme informações apuradas pela reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL, além do ex-governador, o irmão dele, o médico Cláudio França, também foi alvo de buscas. Os policiais também cumpriram mandados em endereços da capital paulista, litoral, regiões de Araçatuba, Bauru e Presidente Prudente, além de locais ligados à família de Márcio França, de ex-funcionários de organizações sociais, empresários e médicos.

A investigação apura peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo a polícia, as OSs seriam usadas para desvios de recursos da saúde mediante contratos superfaturados para gestão de unidades de saúde destinadas ao atendimento da população mais pobre.

A apuração que coloca Márcio França como alvo é um desdobramento da operação Raio-X, deflagrada em setembro de 2020, quando a Justiça expediu 64 mandados de prisão temporária e 237 mandados de buscas e apreensão. Até agora, 48 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público e 19 condenadas pela Justiça.

O médico Cleudson Garcia Montali, já condenado a mais de cem anos de prisão, é apontado como chefe do esquema inicial. Para a polícia, a família França e Montali estão ligadas no suposto esquema. Por esse motivo, um mandado de busca foi cumprido em Clementina, região de Araçatuba, em endereço ligado a Cleudson.

Em uma rede social, Márcio França se manifestou em relação à quinta fase da operação Raio-X e a classificou como política. “Começaram as eleições 2022. Primeira Operação Política. Não há outro nome para uma trapalhada, por falsas alegações, que determinadas “autoridades”, com medo de “perder as eleições”, tenham produzido os fatos ocorridos nesta manhã em minha casa”.

França também afirmou não ter envolvimento com as pessoas citadas nas investigações. “Não tenho ou tive qualquer relação comercial ou advocatícia com as pessoas jurídicas e físicas que são alvos da investigação. É lamentável que se comece uma eleição para o governo de São Paulo com estas cenas de abuso de poder político”, concluiu.

 

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