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    Home»Mundo»Brasil»Superávit do agro paulista registra US$ 4,49 bilhões no 1º trimestre de 2026
    Brasil

    Superávit do agro paulista registra US$ 4,49 bilhões no 1º trimestre de 2026

    By dfernandesmr15 de abril de 2026Nenhum comentário4 Mins Read
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    Da Redação – São Paulo

    Nos três primeiros meses de 2026, o agronegócio paulista apresentou desempenho expressivo no comércio exterior, registrando superávit de US$ 4,49 bilhões. Esse resultado foi impulsionado por exportações que somaram US$ 6,03 bilhões, frente a importações de US$ 1,54 bilhão. No período, o setor respondeu por 38,5% do total das exportações do estado, enquanto as importações do agronegócio representaram 7,4% do total estadual.

    Principais produtos exportados

    O complexo sucroalcooleiro foi responsável por 25,6% do total exportado pelo agro paulista, totalizando US$1,5 bilhão. Deste total, o açúcar representou 95,3% e o álcool etílico, etanol, 4,7%. O setor de carnes veio logo em seguida com 16,1% das vendas externas do setor, totalizando US$972 milhões, com a carne bovina respondendo por 81,7%. Produtos florestais representaram 13,9% do volume exportado, com US$ 837 milhões, com 66,2% de celulose e 28,3% de papel. Sucos responderam por 8,9% de participação, somando US$ 534 milhões, dos quais 97,2% são referentes ao suco de laranja. E o complexo soja, teve participação de 8,4% do total exportado, registrando US$504 milhões, 82,8% referentes à soja em grão e 10,3% de farelo de soja.

    Esses cinco grupos representaram, em conjunto, 72,9% das exportações do agronegócio paulista. E na sexta posição fica o café, com 6,9% de participação na pauta de exportações, somando US$418 milhões, 71,7% referentes ao café verde e 24,9% de café solúvel.

    Vale dizer que as variações de valores, em comparação com o mesmo período do ano passado, apontaram aumentos das vendas para os grupos de produtos florestais (+10,3%), carnes (+9,5%) e quedas nos grupos de sucos (-41,2%), complexo soja (-10,8%), sucroalcooleiro (-14,2%) e café (-10,2%). Essas variações nas receitas do comércio exterior são derivadas da composição das oscilações tanto de preços como de volumes exportados.

    Principais destinos

    A China segue sendo o principal destino das exportações, com 23,6% de participação, adquirindo principalmente produtos florestais, carnes, fibras têxteis e itens do complexo soja. A União Europeia vem em seguida com 15,8% de participação, e os Estados Unidos somaram 9,4% de participação.

    No período analisado, houve mudança no destino das exportações de açúcar do setor alcooleiro, é o que destaca o diretor da APTA, Carlos Nabil Ghobril. “No ano passado, a China liderava como principal importadora. Já neste primeiro trimestre, o país não aparece nem entre os cinco maiores destinos. Em contraste, a Índia, que também é uma grande produtora e, em alguns momentos, rivaliza com o Brasil, assumiu a liderança como principal importadora. Assim, o principal destino das nossas exportações de açúcar alcooleiro passou a ser a Índia. Esse movimento evidencia uma mudança relevante nos mercados compradores desse que é um dos nossos principais produtos”.

    Agro nacional

    No cenário nacional, o agronegócio paulista ocupa o 2º lugar no ranking de exportações, com 15,8% de participação, logo atrás de Mato Grosso (20,9%).

    A análise da balança comercial do agronegócio paulista é elaborada mensalmente pelo diretor da Apta, Carlos Nabil Ghobril, e os pesquisadores José Alberto Ângelo e Marli Dias Mascarenhas Oliveira, do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.

    Oriente Médio

    Em março, as exportações de São Paulo para o Oriente Médio recuaram 17,5% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, enquanto as vendas destinadas ao Irã registraram retração de 8,5% no acumulado do primeiro trimestre. A queda ocorre em meio à persistência de tensões geopolíticas na região, especialmente no contexto da Guerra Israel-Hamas, que tem provocado instabilidade e afetado fluxos logísticos e comerciais. Apesar da redução no volume médio de embarques para esses mercados, os impactos foram pontuais, sem comprometer o desempenho global da balança comercial do agronegócio paulista no período.

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