Os contribuintes podem doar parte do Imposto de Renda a entidades e ao Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente (Comdica). Há décadas a professora Maria Zilma Correa Dornelas, hoje aposentada, dedica-se à causa da infância e adolescência. Para ela, estar perto das crianças é estar próximo de Deus.
Natural de Mirandópolis, professora Zilma Dornelas veio para Araçatuba ainda muito jovem. “Iniciei meus estudos no Grupo Escolar Índio Poti e o ensino médio e curso normal no IE Manoel Bento da Cruz. Sou formada em Pedagogia pela Toledo, e graduada em Psicopedagogia, Educação Infantil e Administração Escolar, nas Faculdades Integradas Urubupungá. Escolhi ser educadora, por gostar de lidar e trabalhar em prol das crianças e adolescentes. Estar perto delas, para mim, é estar próxima de Deu”, diz a professora Maria Zilma.
A professora relata sua experiência profissional. Fui funcionária pública municipal, hoje sou aposentada. Minha carreira na educação começou como voluntária, na creche que existia no São Domingos Sávio. Ingressei como professora de Educação Infantil, na Instituição Nosso Lar. Removi-me para a escola Leonísia de Castro e, em seguida assumi a direção da EMEI Maria Aparecida Pimentel Ferraz por três anos. Após esse período fiquei como diretora, na EMEI Faustina M. do Amaral por quase 25 anos, e me aposentei”, conta.
Quanto ao trabalho no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, relata que começou como representante da Secretaria Municipal de Educação, em 1993, por indicação da então diretora de Educação, professora Adenir de Campos Sales.
“Fiquei no Comdica como representante da Secretaria Municipal de Educação, até a professora Beatriz assumir a Secretaria e nomear outra representante. A partir desse dia, represento no Conselho, os Clubes de Serviço. Antes eu representava o Poder Público e hoje, a Sociedade Civil.
Estive na presidência deste Conselho por oito mandatos. Hoje na estou vice-presidência e coordeno a Comissão do Fundo”, afirma Maria Zilma.
Segundo a professora Maria Zilma, desde a abertura do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, em 1997, foram muitos os projetos aprovados e financiados através dos recursos oriundos do Imposto de Renda. “O projeto mais marcante foi o primeiro, enviado pela Instituição Araca, que necessitava formar e capacitar educadores sociais. Foram então enviados, três jovens à Instituição do Padre Haroldo na cidade de Campinas. Este projeto foi tão gratificante, que até hoje dois desses jovens atuam na área da infância e juventude, nossa cidade”.
A vice-presidente do Comdica enumera projetos mais recentes e que a impactaram:
· Apae – Um dos itens solicitados foi à aquisição de um balanço para cadeirante. Imagine a alegria e a emoção de uma criança cadeirante, podendo brincar num balanço;
· Associação Beneficente Batista João Arlindo – Através dos instrumentos musicais adquiridos, as crianças colocam para fora seus sentimentos e emoções;
· Associação Ritinha Prates – Duas usuárias receberam cadeiras de rodas digitalizadas e adaptadas para suas deficiências. E com isso melhorou a qualidade de vida e desenvolvimento das atividades diárias.
· Instituição Nosso Lar – A instalação de um simples ombrelone para proteger as crianças do sol e da chuva, que as impediam do direito de brincar.
ARAÇATUBA
“Não sou filha de Araçatuba, mas adotei esta cidade como minha. Aqui me formei, me casei, tive filhos e netos, trabalhei e fiz amigos. Sou fiel e apaixonada por esta terra dos Araçás. Araçatuba é uma cidade quente, acolhedora, de gente de coração bom e solidário, tem um povo hospitaleiro, porém como tudo, precisa ser cuidada e bem zelada. Araçatuba é a cidade que escolhi para viver e ser feliz. Sou grata a Deus por ter sido tão bem acolhida. Sou uma apaixonada pela causa da Infância e Adolescência e sonho com Politicas Públicas que garantam o cumprimento do ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente”, declara Maria Zilma.
Segundo ela, é possível melhorar a arrecadação do Imposto de Renda para o FMDCA. “E nós podemos ajudar: Basta apenas que os nossos contribuintes, que tem imposto a pagar, direcionem parte do mesmo para as instituições de nossa cidade. Não devemos como cidadãos, praticar o pecado da omissão. Devemos deixar aqui, parte do imposto que vai para federação, isso pode mudar a vida de muitas crianças, que são nossas e do nosso município”.
COMPROMISSO
Além do trabalho no Comdica,Maria Zilma também integra a Pastoral da Sobriedade. “Há 16 anos faço parte da Pastoral da Sobriedade, um trabalho com dependentes químicos. Ele é realizado semanalmente, todas as quintas-feiras na Paróquia Santana. Onde se trabalha qualquer tipo de dependência”.
FAMÍLIA
Casada há 41 anos com o advogado Doniseti Dornelas, Maria Zilma tem: Lécio, Lívia e Laís. Tem quatro netos: Rebeca, Maria Clara, Lucas e Maria Luiza.
DA REDAÇÃO – Andradina

